Muito além das cólicas fortes, a endometriose tem provocado impactos profundos na vida sexual, emocional e afetiva de milhares de mulheres. Estudos apontam que até 80% das pacientes relatam prejuízos na intimidade e mais da metade evita relações sexuais devido às dores causadas pela doença.
A condição, que atinge cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, ainda é marcada por subdiagnóstico e desinformação. Entre os sintomas mais comuns está a dispareunia, dor durante a relação sexual, frequentemente associada às formas mais profundas da endometriose.
Segundo a ginecologista Kátia Piton Serra, a dor persistente não deve ser considerada normal. A especialista alerta que muitas mulheres convivem por anos com os sintomas sem investigação adequada, comprometendo autoestima, vínculos afetivos e qualidade de vida.
Além da dor pélvica crônica, a doença pode causar alterações intestinais, fadiga e desconfortos urinários durante o ciclo menstrual. Especialistas explicam que a repetição da dor pode gerar ansiedade, insegurança e redução do desejo sexual.
A psiquiatra Letícia Amici destaca que o impacto emocional da endometriose pode desencadear quadros de ansiedade e depressão, afetando diretamente a relação da mulher com a própria sexualidade e com o parceiro.
As especialistas defendem uma abordagem multidisciplinar no tratamento, incluindo acompanhamento psicológico e orientação sexual, além do controle clínico dos sintomas físicos.
Entre os principais sinais de alerta estão cólicas intensas, dor durante a relação sexual, dor pélvica fora do período menstrual e alterações intestinais ou urinárias. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar o avanço da doença e reduzir os impactos na saúde física e emocional das pacientes.
Fontes: São Leopoldo Mandic / BMC Women’s Health e International Journal of Environmental Research and Public Health
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