Passagens aéreas ficam mais caras no Brasil e acumulam alta de 9% em 2026

Preço médio dos voos domésticos sobe para R$ 669, enquanto combustível de aviação pressiona custos das companhias.

Foto: Magnific | Ilustrativa.

Viajar de avião no Brasil ficou mais caro em 2026. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que o valor médio das passagens aéreas domésticas atingiu R$ 669,41 por trecho em abril, registrando aumento de 9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O avanço também representa alta de 9,8% frente a abril de 2024, refletindo o aumento dos custos operacionais enfrentados pelas companhias aéreas, especialmente com o combustível de aviação.

Segundo a Anac, os valores consideram apenas o preço do transporte aéreo, sem incluir taxas adicionais como despacho de bagagem, marcação de assentos ou tarifas de embarque. Bilhetes emitidos com milhas e tarifas corporativas também ficaram fora do levantamento.

Um dos principais fatores para o reajuste foi a disparada no preço do querosene de aviação (QAV), comercializado em média a R$ 5,40 por litro em abril. O combustível acumulou alta de 40,7% em relação ao mesmo mês de 2025 e crescimento de 23,3% na comparação com 2024.

Mesmo com o aumento, a maior parte das passagens comercializadas permaneceu nas faixas mais baixas de preço. Dados da agência apontam que 45,2% dos bilhetes vendidos custaram menos de R$ 500, enquanto 6,2% superaram R$ 1,5 mil.

Diante da pressão sobre o setor, o governo federal anunciou medidas emergenciais para tentar conter os impactos financeiros nas companhias aéreas. Entre as ações estão linhas de crédito por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), redução de tributos sobre o combustível e flexibilização no pagamento de tarifas de navegação aérea.

O Conselho Monetário Nacional também aprovou uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão para capital de giro das empresas do setor aéreo, buscando preservar a continuidade das operações diante da alta nos custos do querosene de aviação.

Fontes: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) / Conselho Monetário Nacional (CMN) e Governo Federal

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