Casos de SRAG aumentam em bebês e acendem alerta no Brasil

Fiocruz aponta crescimento de internações por VSR em crianças de até 2 anos.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até 2 anos tem preocupado autoridades de saúde no Brasil. Dados do Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam aumento de casos em quatro regiões do país na semana de 5 a 11 de abril, impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

Segundo o Boletim InfoGripe, o crescimento das hospitalizações está diretamente ligado ao VSR, principal causa de bronquiolite e uma das maiores responsáveis por internações em crianças pequenas. Em contrapartida, os casos graves de covid-19 seguem em queda no país.

O cenário nacional aponta estabilidade geral da SRAG, mas 14 estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco, incluindo a Bahia. Nessas regiões, há tendência de crescimento nas últimas semanas, especialmente associada ao VSR.

O boletim também destaca aumento de casos de influenza A em estados do Centro-Sul e parte do Nordeste, enquanto alguns estados, como Bahia, Ceará e Pernambuco, apresentam redução nos registros relacionados ao vírus.

Em 2026, já foram notificados 37.244 casos de SRAG, sendo 42,5% positivos para vírus respiratórios. Entre eles, predominam rinovírus (41,1%), influenza A (25,5%), VSR (17,4%) e covid-19 (10,2%).

Nas últimas semanas, a distribuição entre os vírus mostra equilíbrio entre rinovírus (33%), influenza A (32,2%) e VSR (26,3%). Já entre os óbitos, a influenza A lidera com 40,8%, seguida por rinovírus (26,9%) e covid-19 (23,3%).

Diante do aumento de casos em crianças, especialistas reforçam a importância da vacinação de gestantes e grupos prioritários, além da busca por atendimento médico diante de sintomas respiratórios, como forma de reduzir complicações e internações.

Fonte: Fiocruz / Boletim InfoGripe / agância Brasil

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