SUS passa a oferecer transplante de membrana amniótica no tratamento do diabetes

Nova tecnologia incorporada pelo Ministério da Saúde pode beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do transplante de membrana amniótica ao Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de complicações do diabetes e doenças oculares. A decisão, baseada em parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), amplia o acesso a uma terapia inovadora com potencial de beneficiar mais de 860 mil pacientes anualmente.

De acordo com a pasta, a técnica passa a ser indicada principalmente para casos de feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares, fortalecendo o uso de recursos da medicina regenerativa na rede pública.

A membrana amniótica, tecido coletado durante o parto, possui propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, contribuindo para a recuperação de lesões complexas. No tratamento do pé diabético, por exemplo, estudos apontam que a cicatrização pode ocorrer até duas vezes mais rápido em comparação aos curativos tradicionais.

No SUS, o material já vinha sendo utilizado desde 2025 em pacientes com queimaduras graves, com resultados positivos na regeneração da pele e redução de complicações.

Além disso, em doenças oculares que afetam estruturas como pálpebras, glândulas lacrimais e córnea, o transplante auxilia na recuperação da superfície ocular, reduz dores e melhora a qualidade da visão.

Segundo o Ministério da Saúde, o uso do curativo biológico também diminui o risco de novas lesões e se mostra eficaz em quadros mais severos ou resistentes a tratamentos convencionais, como glaucoma, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Com a ampliação da oferta dessa tecnologia no SUS, o governo federal reforça a estratégia de incorporar soluções inovadoras para qualificar o atendimento e reduzir complicações associadas ao diabetes, uma das doenças crônicas de maior impacto no país.

Fonte: Ministério da Saúde / agência Brasil

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