Bahia e Pernambuco lidera uso do Ligue 180 no Nordeste; denúncias de violência contra mulheres crescem 17,4%

Brasil registra mais de 1 milhão de atendimentos em 2025, com aumento de 45% e média de 3 mil por dia.

Foto: jw.org.

O Ministério das Mulheres informou que o serviço Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 1.088.900 atendimentos em 2025, alta de 45%, com média de quase 3 mil por dia. As denúncias de violência contra mulheres somaram 155.111 casos no país, crescimento de 17,4%, com a Bahia entre os estados do Nordeste que mais utilizaram o canal.

Do total de denúncias, o Sudeste concentrou 47,4%, enquanto o Nordeste respondeu por 18,2%, com destaque para Bahia e Pernambuco. A média diária foi de 425 registros.

A maioria das ocorrências aconteceu no ambiente doméstico (quase 70%), sendo 40,76% na casa da vítima e 29,58% em residências compartilhadas com o agressor. A casa do suspeito corresponde a 5,39% (8.356 casos). Já as ocorrências em vias públicas e no ambiente virtual representaram, cada uma, 2,96% dos registros.

Em relação às denúncias, 66,3% (102.770) foram feitas pelas próprias vítimas, 16,9% (26,2 mil) de forma anônima e 16,8% (26.033) por terceiros. Houve ainda 53 registros feitos pelos próprios agressores.

O perfil das vítimas revela que mulheres negras (pretas e pardas) concentram 43,16% dos casos — sendo 33,46% pardas (51.907) e 9,70% pretas (15.046). Mulheres brancas representam 32,54% (50.474), enquanto amarelas (0,52%) e indígenas (0,31%) têm menor incidência. Em 23,45% (36.389), não houve declaração de raça/cor.

A faixa etária mais afetada está entre 26 e 44 anos, com 37,19% (57.673) das denúncias. Entre os grupos, destacam-se mulheres de 40 a 44 anos (37,19%), seguidas por 35 a 39 anos (9,41%), 30 a 34 anos (9,14%) e 26 a 29 anos (8,89%).

Entre os tipos de violência, a psicológica lidera com 49,9% (mais de 339 mil registros), seguida da física com 15,3% (mais de 104 mil casos). A violência patrimonial representa 5,4% (36.938), a sexual 3,0% (20.534) — incluindo 1,2% de importunação sexual (8.172) — e o cárcere privado 0,4% (2.621).

A violência vicária soma 4,55% (7.064 denúncias), tema que ganhou destaque com a sanção da Lei 15.384/2026.

Os dados reforçam o aumento na busca por canais de denúncia e evidenciam a importância do Ligue 180 como ferramenta de proteção às mulheres, além de indicar a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater a violência de gênero no país.

Fonte: Ministério das Mulheres

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