Excesso de peso atinge mais de 60% dos brasileiros e acende alerta de saúde pública

Obesidade dobra em 18 anos e pressiona governos a ampliar políticas de prevenção e cuidado.

Foto: Internet.

Mais de 60% da população brasileira apresenta excesso de peso, e a obesidade já atinge um em cada quatro adultos no país, segundo dados do Ministério da Saúde. O avanço do problema reforça a necessidade de ações integradas dos governos federal, estaduais e municipais para conter doenças crônicas e reduzir impactos no sistema de saúde.

De acordo com o levantamento do Vigitel, 62,6% dos brasileiros estavam acima do peso em 2024, contra 42,6% em 2006. No mesmo período, a obesidade dobrou, alcançando 25,7% da população. O estudo também aponta crescimento expressivo dos diagnósticos de diabetes e hipertensão, associados ao sedentarismo, alimentação inadequada e envelhecimento populacional.

Especialistas e gestores de saúde defendem que, para amenizar esse cenário em todo o país, os governos devem ampliar políticas públicas voltadas à promoção da atividade física, como a expansão de espaços urbanos para caminhadas e ciclismo, além de fortalecer programas de alimentação saudável, com incentivo ao consumo de frutas e hortaliças e regulação da publicidade de alimentos ultraprocessados.

Outras medidas apontadas como essenciais incluem o reforço da atenção primária à saúde, com acompanhamento contínuo de pacientes com sobrepeso, ações educativas nas escolas, estímulo à prática esportiva desde a infância e campanhas nacionais de conscientização sobre hábitos saudáveis, sono adequado e saúde mental.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde lançou a estratégia Viva Mais Brasil, que prevê investimentos de R$ 340 milhões em ações de prevenção, retomada da Academia da Saúde e fortalecimento de políticas já existentes no Sistema Único de Saúde (SUS).

Autoridades de saúde alertam que, sem a adoção de políticas preventivas contínuas e integradas em todas as regiões do país, o avanço do excesso de peso e da obesidade tende a agravar o número de doenças crônicas, elevar custos do SUS e comprometer a qualidade de vida da população brasileira.

Fontes: Ministério da Saúde / Vigitel / Agência Brasil

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