Infecção urinária afeta até 60% das mulheres e pode se repetir ao longo da vida

Especialistas explicam causas, sintomas e riscos da doença, que está ligada a hábitos diários, anatomia feminina e fatores hormonais.

Foto: Peakstock | Shutterstock.

A infecção urinária está entre os problemas de saúde mais frequentes entre mulheres e pode atingir cerca de 60% da população feminina ao longo da vida, segundo dados da Fiocruz. Em muitos casos, a condição não ocorre apenas uma vez: até 40% das pacientes podem apresentar recorrência dos episódios, o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A doença se manifesta, em geral, com sintomas como ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Especialistas destacam que fatores como baixa ingestão de água, retenção prolongada da urina e higiene íntima inadequada contribuem para o surgimento das infecções.

Uma nefrologista especialista explica que a infecção ocorre quando bactérias, principalmente a Escherichia coli, entram no trato urinário e se multiplicam. A maior vulnerabilidade feminina está relacionada à anatomia, já que a uretra é mais curta e próxima ao ânus e à vagina, facilitando a migração dos microrganismos.

Além dos fatores comportamentais e anatômicos, condições como gravidez, diabetes, baixa imunidade e alterações hormonais na menopausa também aumentam o risco. Em idosos, a infecção pode apresentar sinais menos típicos, como fraqueza, perda de apetite e mudanças de comportamento.

Apesar de comum, a infecção urinária não deve ser ignorada ou tratada sem orientação médica. O uso inadequado de medicamentos e a interrupção precoce do tratamento podem favorecer a resistência bacteriana e a recorrência do problema. Profissionais de saúde reforçam que a atenção aos primeiros sintomas e a adoção de hábitos preventivos são essenciais para reduzir complicações e garantir melhor qualidade de vida.

Fonte: Fiocruz / especialistas em nefrologia

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