Pix por aproximação sem limite de R$ 500 avança no Android, mas iPhone fica de fora por disputa regulatória

Decisão do Banco Central amplia regras do pagamento instantâneo, mas bloqueio no sistema iOS mantém funcionalidade suspensa em meio a investigação do Cade.

Foto: Reprodução.

O Banco Central (BC) atualizou as regras do Pix por aproximação, eliminando o limite padrão de R$ 500,00 e alinhando a funcionalidade aos mesmos parâmetros operacionais de outras modalidades do sistema de pagamentos instantâneos. A medida amplia a integração do serviço no ecossistema financeiro digital, mas não será plenamente aplicada em dispositivos iPhone, que seguem sem acesso à tecnologia.

A restrição atinge diretamente usuários do sistema iOS devido a um impasse regulatório e concorrencial envolvendo o uso da tecnologia NFC (pagamento por aproximação). Enquanto isso, aparelhos com sistema Android já passam a operar dentro das novas regras, especialmente no ambiente do Open Finance.

O bloqueio da funcionalidade nos dispositivos da Apple está relacionado a uma investigação conduzida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que apura possíveis práticas anticompetitivas ligadas à limitação do acesso de aplicativos de terceiros ao NFC nos iPhones.

Segundo o modelo atualizado pelo Banco Central, o Pix por aproximação passa a integrar a chamada “Jornada Sem Redirecionamento”, permitindo pagamentos mais rápidos diretamente em aplicativos e carteiras digitais, sem necessidade de etapas intermediárias.

Com o fim do teto fixo, o valor das transações passa a depender dos limites definidos pelo próprio usuário em sua conta bancária. O BC recomenda que clientes ajustem seus tetos diários como medida de segurança contra fraudes e perdas financeiras.

Apesar do avanço regulatório no sistema de pagamentos instantâneos, a implementação completa do Pix por aproximação ainda enfrenta barreiras tecnológicas e jurídicas no ecossistema iOS. A expectativa é de que o impasse seja resolvido após a conclusão das investigações do Cade, permitindo maior uniformidade no acesso à funcionalidade entre os sistemas operacionais.

Fontes: Banco Central do Brasil (BC) / Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

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