A atividade econômica brasileira apresentou retração de 0,6% em junho de 2026, na comparação com maio, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O resultado, calculado com dados dessazonalizados, foi divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC).
Apesar da queda mensal, o indicador registrou avanço de 0,2% na comparação trimestral. Em relação a junho de 2025, o crescimento chegou a 2,4%. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o IBC-Br apresenta alta de 1,5%, mesmo percentual registrado nos 12 meses encerrados em junho.
O IBC-Br é considerado um indicador antecedente do Produto Interno Bruto (PIB), pois permite acompanhar com maior frequência o comportamento da economia. O índice reúne informações de diferentes segmentos produtivos e serve como uma das referências utilizadas pelo Banco Central na avaliação da atividade econômica.
Indústria e serviços têm queda em junho
Entre os principais setores analisados, a indústria recuou 1,4% em junho, enquanto os serviços apresentaram redução de 0,5% na comparação com o mês anterior. Na direção oposta, a agropecuária registrou crescimento de 1% no período.
De acordo com os dados do Banco Central, caso o desempenho da agropecuária fosse desconsiderado, o IBC-Br teria apresentado uma retração ainda maior, de 0,9% em junho.
O indicador considera informações relacionadas à indústria, aos serviços, à agropecuária e aos impostos sobre produtos, oferecendo uma leitura mais frequente sobre o ritmo da economia brasileira.
O IBC-Br também integra o conjunto de dados avaliados pelo Banco Central nas decisões relacionadas à taxa básica de juros, a Selic. O resultado de junho, portanto, acrescenta novos elementos ao cenário de acompanhamento da atividade econômica no país.
Fontes: Banco Central do Brasil (BC) e Agência Brasil
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