A acrilamida, substância química que pode se formar de maneira involuntária em alimentos ricos em carboidratos submetidos a altas temperaturas, é considerada um contaminante que exige atenção quanto à redução de riscos à saúde. Presente em produtos como batatas fritas, pães, biscoitos e café, ela pode se formar durante o preparo e consumo de alimentos do dia a dia.
No Brasil, a avaliação e o controle da exposição à substância são de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece diretrizes para reduzir possíveis impactos à saúde da população.
Estudos realizados desde a descoberta da acrilamida, em 2002, indicam possíveis efeitos nocivos, como risco potencial de câncer e danos neurológicos. A substância surge a partir da mesma reação que confere cor dourada e sabor característico aos alimentos assados e fritos, sendo mais concentrada quanto maior o tempo e a temperatura de preparo.
Classificada como um provável agente carcinogênico para humanos (Grupo 2A), a acrilamida representa maior risco especialmente para crianças, embora as evidências em humanos ainda sejam consideradas limitadas pela comunidade científica.
A redução da exposição à acrilamida depende de ações em toda a cadeia alimentar, desde a indústria até o consumidor final. Entre as principais medidas estão o controle de temperatura no preparo, o uso de técnicas adequadas de cocção e a escolha correta dos alimentos.
Especialistas recomendam evitar o excesso de frituras e assados escuros, preferir cozimento em água ou vapor, armazenar batatas em local adequado e seguir corretamente instruções de preparo. Essas práticas simples contribuem para a redução de riscos e prevenção da formação da substância, promovendo uma alimentação mais segura.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / gov.br
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