Esquecer pode ser saudável: memória seletiva ajuda no bem-estar emocional

Psiquiatra aponta que filtrar lembranças negativas contribui para uma vida mais equilibrada e feliz.

Foto: Freepik.

Esquecer nem sempre é sinal de fraqueza. Pelo contrário: segundo o psiquiatra espanhol Enrique Rojas, a capacidade de deixar para trás memórias negativas pode ser um fator decisivo para manter a saúde emocional e enfrentar adversidades com mais leveza. Pessoas que conseguem não se prender ao passado doloroso tendem a se recuperar mais rápido de frustrações e desafios.

O especialista explica que a felicidade não se resume a momentos de prazer imediato, como lazer ou encontros sociais. Essas experiências geram satisfação rápida, mas passageira. Já uma vida emocionalmente estável se constrói a partir de um equilíbrio contínuo, que envolve aceitar oscilações de humor e lidar com as exigências do cotidiano com paciência e maturidade.

Entre os principais pilares de uma mente saudável estão o trabalho com propósito e relações interpessoais positivas. Quando o indivíduo encontra sentido no que faz, a rotina deixa de ser apenas cansativa e passa a gerar realização. Da mesma forma, vínculos baseados em respeito, convivência e afeto fortalecem a estrutura emocional.

Rojas também ressalta que o amor não surge de forma automática, mas é fruto de dedicação constante. Cultivar relações exige esforço diário, atenção e cuidado mútuo.

Outro ponto central é o manejo das lembranças difíceis. Para o psiquiatra, evitar que experiências negativas dominem os pensamentos é um exercício essencial. Esquecer, nesse contexto, não significa negar o que aconteceu, mas escolher conscientemente não reviver a dor. Essa atitude ajuda a reduzir o impacto emocional recorrente e favorece um estado mental mais equilibrado e saudável.

Fontes: Enrique Rojas, psiquiatra / Especialistas em saúde mental / Agência Correio

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