Banco do Brasil prepara atendimento para acolher mulheres vítimas de violência

Acordo com o Ministério Público prevê capacitação de funcionários, divulgação do Ligue 180 e encaminhamento de vítimas à rede de proteção.

Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil.

Mulheres que buscarem ajuda em agências do Banco do Brasil (BB) por situações de violência poderão receber acolhimento e orientações de funcionários capacitados. A iniciativa integra um acordo firmado com o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) para fortalecer o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio.

Ações de acolhimento e prevenção

A parceria prevê treinamento de profissionais, encaminhamento de vítimas aos serviços especializados e divulgação de canais de denúncia nos aplicativos, meios digitais e terminais de autoatendimento do banco. Entre as prioridades está o Ligue 180, serviço gratuito que oferece orientações e recebe denúncias de violência contra mulheres.

O acordo também contempla campanhas educativas sobre direitos, medidas protetivas e formas de buscar ajuda, além da colaboração com autoridades competentes, respeitando os limites legais de atuação da instituição.

A cooperação terá duração de quatro anos e poderá contar com a adesão de outros Ministérios Públicos estaduais e federal. Até o momento, participam representantes de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.

Autonomia financeira

A iniciativa inclui ações voltadas à independência econômica feminina. O Banco do Brasil mantém programas de capacitação, educação empreendedora e linhas de crédito destinadas a mulheres, buscando ampliar oportunidades para quem deseja fortalecer a renda e reorganizar a vida financeira.

A parceria pretende ampliar o acesso à informação e à rede de proteção, oferecendo caminhos para que mulheres em situação de violência encontrem apoio com segurança. O Ligue 180 funciona como canal nacional de orientação e denúncia. Em situações de emergência ou risco imediato, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Fontes: Banco do Brasil; Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG); Agência Brasil

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