Suplementos alimentares não tratam resistência à insulina, alerta Anvisa

Produtos divulgados nas redes sociais, como berberina, magnésio e mio-inositol, não devem substituir o acompanhamento médico nem ser apresentados como tratamento para a condição.

Foto: Reprodução.

Vídeos publicados nas redes sociais têm recomendado vitaminas, minerais e outros suplementos para tratar ou controlar a resistência à insulina. No entanto, essas indicações podem induzir ao uso inadequado de produtos e afastar pacientes do tratamento correto.

A resistência à insulina ocorre quando as células do organismo respondem menos à ação desse hormônio, responsável por auxiliar no controle da glicose no sangue. A condição exige avaliação individualizada por um profissional de saúde.

Suplementos não são medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que suplementos alimentares não são medicamentos. Esses produtos têm finalidade nutricional e não devem ser anunciados como capazes de tratar, prevenir ou curar doenças.

No Brasil, a Anvisa estabelece e fiscaliza regras relacionadas à segurança e à qualidade de alimentos, suplementos e medicamentos. Produtos que apresentam finalidade terapêutica precisam atender às exigências sanitárias aplicáveis, incluindo registro quando exigido pela legislação.

Quando a suplementação pode ser indicada?

Pessoas com resistência à insulina podem utilizar suplementos em situações específicas, desde que haja indicação profissional. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando é identificada uma deficiência nutricional que justifique a suplementação.

Nesses casos, o objetivo é corrigir uma necessidade nutricional, e não tratar diretamente a resistência à insulina. A indicação deve considerar as condições de saúde, os exames e as necessidades de cada paciente.

O tratamento pode envolver mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos prescritos por um profissional habilitado. A abordagem depende da avaliação clínica e de possíveis doenças associadas.

Cuidado com promessas nas redes sociais

Promessas de tratamento com vitaminas, cápsulas, fórmulas ou substâncias divulgadas na internet devem ser avaliadas com cautela. A popularidade de um produto ou a recomendação feita em vídeos não comprova sua eficácia nem garante segurança.

Antes de utilizar qualquer suplemento com a intenção de controlar a glicose ou tratar uma condição de saúde, procure orientação profissional e verifique se as informações têm respaldo científico. Não substitua tratamentos prescritos por produtos divulgados nas redes sociais.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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