A dor crônica atinge entre 30% e 40% dos adultos no Brasil e pode afetar diferentes aspectos da vida, como sono, mobilidade, trabalho e convivência familiar. Dados do Ministério da Saúde reunidos pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) mostram a dimensão do problema, que exige acompanhamento profissional e estratégias específicas de controle.
Dor aguda e crônica exigem cuidados diferentes
A dor aguda geralmente surge após lesões, cirurgias ou inflamações e tende a diminuir com o tratamento da causa. Já a dor crônica persiste por mais de três meses e pode exigir acompanhamento contínuo.
Entre os tipos estão a dor nociceptiva, associada a lesões nos tecidos; a neuropática, relacionada a alterações no sistema nervoso; e a nociplástica, ligada à forma como o organismo processa os estímulos dolorosos. A fibromialgia é um exemplo dessa última condição.
Tratamento multidisciplinar ajuda no controle da dor
Segundo Yanne Amorim, médica paliativista da Florence Hospital de Transição, o sofrimento persistente não deve ser considerado inevitável. O tratamento pode combinar medicamentos, fisioterapia, exercícios orientados, acompanhamento psicológico e outros recursos, conforme as necessidades de cada paciente.
A atuação de equipes multidisciplinares permite avaliar não apenas a intensidade da dor, mas também seus impactos emocionais, funcionais e sociais, buscando preservar a autonomia e a qualidade de vida.
Cuidados paliativos vão além do fim da vida
Os cuidados paliativos podem ser iniciados desde o diagnóstico de uma doença grave e oferecidos junto a tratamentos destinados à cura ou ao controle da enfermidade. O objetivo é aliviar sintomas, proporcionar conforto e apoiar pacientes e familiares durante o acompanhamento.
A dor persistente também pode provocar cansaço, isolamento social, ansiedade e depressão. Por isso, a avaliação deve considerar a pessoa como um todo, levando em conta suas condições clínicas e suas necessidades individuais.
A orientação dos especialistas é procurar atendimento quando a dor persiste ou compromete as atividades diárias. O diagnóstico adequado e o tratamento individualizado podem ajudar a reduzir o sofrimento e recuperar a qualidade de vida.
Fonte: Florence Hospital de Transição / Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)
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