A hipertensão arterial muitas vezes não provoca sintomas, mas pode causar danos progressivos ao coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos. A pressão elevada aumenta o risco de AVC, infarto, insuficiência cardíaca e doença renal crônica, tornando o acompanhamento regular essencial.
Estima-se que 1,4 bilhão de adultos entre 30 e 79 anos tenham hipertensão no mundo, mas apenas cerca de 23% mantêm a pressão controlada. Como a pessoa pode se sentir bem mesmo com níveis elevados, a única forma de identificar o problema é medir a pressão regularmente.
A hipertensão resistente ocorre quando a pressão permanece acima da meta mesmo com o uso adequado de três classes de medicamentos, incluindo um diurético, ou quando o controle depende de quatro ou mais remédios.
Antes de confirmar o diagnóstico, é necessário investigar fatores como a forma de medição da pressão, adesão ao tratamento, hábitos de vida, uso de medicamentos ou substâncias que elevam a pressão e possíveis causas de hipertensão secundária. O chamado efeito do avental branco, quando a pressão aumenta durante consultas, também deve ser considerado.
Existe ainda a hipertensão refratária, uma forma mais grave e menos frequente. Conforme a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, ela ocorre quando a pressão continua acima da meta mesmo com tratamento intensivo envolvendo cinco ou mais medicamentos anti-hipertensivos.
A pressão persistentemente elevada durante o tratamento deve ser investigada, e o acompanhamento pode incluir medições fora do consultório e avaliação de possíveis causas. Pessoas com hipertensão não devem interromper ou modificar medicamentos por conta própria.
Além do tratamento prescrito, hábitos saudáveis ajudam no controle da pressão, como reduzir o consumo excessivo de sal, praticar atividade física, manter o peso adequado, não fumar e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Como a hipertensão costuma ser silenciosa, sentir-se bem não significa que a pressão esteja controlada. A medição regular e o acompanhamento profissional são fundamentais para reduzir o risco de complicações como AVC, infarto e doença renal.
Fontes: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025; Organização Mundial da Saúde (OMS); Rede Brasil AVC.
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