Colesterol muito alto desde a infância pode indicar doença genética

Hipercolesterolemia familiar pode elevar o risco de infarto e AVC precoces e, em muitos casos, exige tratamento além de dieta e exercícios.

Foto: Shutterstock.

Níveis extremamente elevados de colesterol LDL desde a infância podem ser um sinal de hipercolesterolemia familiar (HF), condição genética que favorece o acúmulo de gordura nas artérias e aumenta o risco de doenças cardiovasculares em idades mais jovens. O problema pode passar despercebido e ser confundido apenas com hábitos alimentares inadequados.

A HF está relacionada a alterações genéticas que prejudicam a remoção do LDL da circulação. Por isso, embora alimentação equilibrada e atividade física sejam importantes, essas medidas isoladamente geralmente não são suficientes para normalizar o colesterol em pessoas com a doença.

A forma mais comum é a heterozigótica, quando a alteração é herdada de um dos pais. Já a forma homozigótica, transmitida pelos dois genitores, é rara e mais grave, podendo provocar complicações cardiovasculares ainda na infância ou adolescência.

Entre os sinais que podem levantar suspeita estão histórico familiar de colesterol muito elevado e casos de infarto ou cirurgia cardíaca em idade precoce. Algumas pessoas também apresentam xantomas, xantelasmas ou arco corneano.

Quando a doença é identificada, familiares próximos, como pais, irmãos e filhos, podem ser avaliados por meio da chamada triagem em cascata. O diagnóstico precoce permite iniciar o acompanhamento antes do surgimento de complicações.

O tratamento busca reduzir os níveis de LDL e pode incluir estatinas, ezetimiba, ácido bempedoico e inibidores de PCSK9, conforme a avaliação médica. Nos casos mais graves, podem ser necessárias terapias especí

A hipercolesterolemia familiar não tem cura, mas pode ser controlada. Pessoas com colesterol muito elevado desde a infância ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce devem procurar avaliação médica para investigar possíveis causas genéticas.

Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC); Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); especialista citado no texto

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