Dermatite atópica afeta pele, sono e autoestima; veja como tratar

Doença inflamatória e crônica provoca coceira intensa, pode causar feridas e tem períodos de melhora e agravamento.

Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica que pode comprometer não apenas a pele, mas também o sono, a autoestima e a qualidade de vida. A principal característica é a coceira intensa, que pode provocar lesões, dor e ressecamento, com crises alternadas por períodos de melhora.

A doença costuma atingir áreas como pescoço, cotovelos e atrás dos joelhos, mas também pode aparecer no rosto e nas mãos. Fatores ambientais, alterações emocionais e características genéticas podem contribuir para o surgimento ou agravamento das crises. A dermatite atópica não é contagiosa, mas ainda pode provocar preconceito e isolamento social.

O diagnóstico é clínico, feito a partir da avaliação das lesões, do histórico da doença e da intensidade da coceira. Não existe um exame laboratorial específico para confirmar a condição.

A hidratação frequente da pele é uma das principais medidas para controlar os sintomas e preservar a barreira cutânea. Banhos rápidos, com água morna ou fria e pouco sabonete, também são recomendados.

Dependendo da gravidade, o tratamento pode incluir medicamentos para controlar a coceira e a inflamação. Casos mais intensos podem exigir terapias específicas, como imunossupressores, fototerapia ou medicamentos imunobiológicos, sempre com acompanhamento médico.

A doença pode afetar significativamente o desempenho escolar e profissional, principalmente quando a coceira interfere no sono. Por isso, além do controle das lesões, o acompanhamento deve considerar os impactos emocionais e sociais.

O Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, celebrado em 23 de setembro, reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre a doença e combater o estigma. Por ser uma condição crônica, o acompanhamento médico é fundamental para reduzir as crises e melhorar a qualidade de vida.

Fontes: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA); Lei nº 14.916/2024 / agência Brasil

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