Clubes e federações de futebol divulgaram na quinta-feira (17) um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas no Brasil. O documento foi publicado em meio às discussões sobre possíveis mudanças nas regras para jogos e apostas on-line.
As entidades reconhecem os impactos sociais relacionados à expansão das apostas e defendem medidas de proteção, fiscalização, educação e prevenção. Ao mesmo tempo, argumentam que a regulamentação permite ao poder público fiscalizar operadores, cobrar impostos e combater plataformas clandestinas.
O futebol também manifesta preocupação com os efeitos financeiros de eventuais mudanças. Segundo o documento, as empresas de apostas se tornaram uma importante fonte de receita para clubes, inclusive equipes menores, categorias de base, futebol feminino e projetos sociais. As entidades citam estimativas de mais de R$ 1 bilhão anual em patrocínios destinados aos clubes da Série A.
O manifesto ocorre enquanto são discutidas novas medidas para o setor. Entre as propostas em análise está o PL 2.470/2026, aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, que prevê restrições à publicidade e ao patrocínio de bets e jogos on-line. O texto ainda depende de tramitação no Congresso.
As entidades esportivas defendem que eventuais mudanças considerem contratos já firmados e os impactos sobre as receitas dos clubes. O manifesto também sustenta que o combate às apostas ilegais deve ser reforçado, juntamente com mecanismos de proteção aos apostadores.
O debate reúne, de um lado, propostas de ampliação das restrições à publicidade e ao patrocínio e, de outro, entidades esportivas que defendem a manutenção do mercado regulado com maior fiscalização e medidas de proteção aos consumidores.
Fontes: Federação Bahiana de Futebol (FBF); Senado Federal; manifesto das entidades esportivas
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