Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, apresentaram um método experimental que pode acelerar a identificação da resistência do HIV aos medicamentos antirretrovirais. O teste, divulgado durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids (AIDS 2026), no Rio de Janeiro, apresentou resultados em aproximadamente duas horas.
A técnica utiliza a atividade da transcriptase reversa do vírus e uma versão aprimorada do método PERT, combinada à PCR quantitativa. Por não depender do cultivo do HIV em células, o procedimento pode reduzir o tempo e a complexidade dos testes tradicionais.
Nos experimentos, o método conseguiu detectar enzimas resistentes mesmo quando representavam uma parcela minoritária da amostra. Os pesquisadores também avaliaram medicamentos que atuam sobre a transcriptase reversa, como lamivudina, islatravir, doravirina e rilpivirina.
Apesar dos resultados iniciais, o teste ainda é experimental e não substitui os métodos de resistência utilizados na prática clínica. Novas pesquisas serão necessárias para validar a técnica e comparar seu desempenho com os exames já disponíveis.
Caso os resultados sejam confirmados, a possibilidade de realizar a análise em poucas horas e com equipamentos presentes em muitos laboratórios poderá facilitar o acesso ao diagnóstico da resistência do HIV, especialmente em regiões com menos recursos.
Fontes: AIDS 2026; Universidade de Washington; Organização Mundial da Saúde (OMS)
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