Noites mal dormidas podem afetar diretamente o humor, a concentração e a capacidade de lidar com o estresse. A relação também ocorre no sentido inverso: ansiedade e depressão podem dificultar o sono, criando um ciclo que, quando persistente, pode comprometer a saúde mental e a qualidade de vida.
Durante o sono, o cérebro permanece ativo e participa da consolidação de memórias, processamento de experiências e regulação das emoções. Quando o descanso é insuficiente ou interrompido com frequência, podem surgir cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentração e maior reatividade emocional.
Na adolescência, as mudanças naturais no ritmo biológico, o uso de telas à noite e as rotinas escolares podem reduzir o tempo de sono. Entre idosos, cochilos prolongados, menor exposição à luz natural e despertares noturnos também podem contribuir para a fragmentação do descanso.
Quando procurar ajuda?
Alguns sinais indicam que o problema merece atenção, como acordar frequentemente cansado, dificuldade persistente para dormir, despertares durante a noite, sonolência excessiva durante o dia, alterações de humor e dificuldade crescente para lidar com situações de estresse. Distúrbios como a apneia do sono também podem estar associados a esses sintomas.
Tratamento depende da causa
A abordagem deve ser individualizada. Mudanças de hábitos, psicoterapia, acompanhamento médico ou psiquiátrico e tratamento de distúrbios específicos do sono podem ser necessários, conforme a origem do problema.
Fechamento: Dormir mal ocasionalmente não significa que uma pessoa desenvolverá um transtorno mental. Porém, alterações persistentes no sono não devem ser normalizadas. Investigar as causas e buscar orientação profissional pode ajudar a interromper o ciclo entre sono ruim e problemas emocionais.
Fonte: Instituto do Sono/Afip
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