A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 10,5 bilhões em agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. No mês, os saques alcançaram R$ 368,2 bilhões, enquanto os depósitos somaram R$ 357,7 bilhões. Os rendimentos creditados totalizaram R$ 6,5 bilhões.
Com o resultado, o saldo total da poupança permanece pouco acima de R$ 1 trilhão. Agosto foi o terceiro mês consecutivo em que as retiradas superaram os depósitos. Em 2026, apenas maio apresentou resultado positivo.
No acumulado do ano até agosto, a poupança registra R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. A manutenção da Selic em patamar elevado é apontada como um dos fatores que estimulam investidores a buscar aplicações com potencial de rendimento maior.
A taxa básica de juros está atualmente em 14% ao ano, após ter permanecido em 15% entre junho de 2025 e março de 2026. Juros elevados tendem a tornar outras modalidades de investimento mais atrativas.
Apesar da redução recente da inflação, fatores externos, como a alta dos preços de combustíveis e alimentos provocada pelo cenário internacional, podem dificultar novos cortes na taxa básica.
O movimento de saída da poupança reflete a busca por alternativas de investimento em um cenário de juros ainda elevados. Os dados de agosto também antecedem a divulgação da inflação oficial do mês, prevista pelo IBGE para esta sexta-feira (11).
Fontes: Banco Central do Brasil (BC); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
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