Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado na Bahia. A paralisação ocorre durante a campanha salarial e foi mantida após as negociações não avançarem nos principais pontos de interesse dos trabalhadores.
No Banco do Brasil, a proposta apresentada anteriormente foi mantida mesmo após a retomada das negociações. Na Caixa, o Saúde Caixa permanece como um dos principais pontos de impasse. Sem acordo, os empregados aprovaram a continuidade da mobilização.
A greve também havia sido prevista para o Banco do Nordeste, mas foi suspensa diante do cenário nacional. Na Bahia, a proposta salarial do banco acabou aprovada por 67,8% dos votos.
Já os funcionários dos bancos privados aprovaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com 63,38% dos votos.
O Banco do Brasil informou que participou de diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026, tanto na mesa da Fenaban quanto em tratativas específicas com as entidades sindicais.
A Caixa afirmou que mantém o diálogo com os representantes dos empregados e busca uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da CCT.
A mobilização também alcança outras regiões do país. Trabalhadores da Caixa e do Banco do Brasil em Belo Horizonte e Região Metropolitana aprovaram paralisação. Em São Paulo, empregados da Caixa rejeitaram a proposta e decidiram aderir à greve, enquanto trabalhadores do Banco do Brasil e de bancos privados aprovaram os acordos.
A greve na Bahia começa sem prazo definido para encerramento e poderá ser alterada conforme o andamento das negociações entre as instituições financeiras e as entidades que representam os trabalhadores.
Fontes: Sindicato dos Bancários da Bahia; Banco do Brasil; Caixa Econômica Federal; Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)
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