As Matrizes Tradicionais do Forró deram mais um passo para conquistar o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) tornou pública a abertura do processo de registro especial que poderá oficializar a manifestação cultural no patrimônio estadual.
O forró é reconhecido desde 2021 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O registro estadual poderá ampliar as ações de valorização, preservação e transmissão das tradições ligadas ao gênero no território baiano.
Um dos pontos de atenção é a elaboração de medidas de salvaguarda para o forró na Bahia. Em 2022, foi apresentado um plano com 35 propostas de ações voltadas à proteção e promoção das Matrizes Tradicionais do Forró no estado.
Como funciona o reconhecimento
O patrimônio cultural imaterial reúne saberes, formas de expressão, celebrações, músicas, festas, danças, costumes e outras tradições mantidas por comunidades e grupos ao longo das gerações.
Na Bahia, qualquer pessoa ou entidade pode solicitar o reconhecimento de uma manifestação cultural. O processo exige a elaboração de documentação e um dossiê técnico, que posteriormente é analisado pelas instâncias responsáveis pela política de patrimônio cultural.
Após a conclusão dos estudos, o Conselho Estadual de Cultura deverá emitir parecer sobre o registro. Em caso de aprovação, o bem cultural será inscrito no livro correspondente.
Forró também busca reconhecimento internacional
Além das etapas estadual e nacional, as Matrizes Tradicionais do Forró também buscam o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
O processo de reconhecimento internacional vem sendo construído há anos, a partir de pesquisas, mobilização de representantes do setor e elaboração de documentação. O material encaminhado pelo Brasil poderá passar por análise durante até dois anos, e a expectativa é que uma eventual decisão ocorra posteriormente, considerando a fila de candidaturas.
O avanço do processo na Bahia representa mais uma etapa na valorização do forró e de seus saberes tradicionais, fortalecendo ações de preservação de uma das principais expressões culturais brasileiras.
Fontes: Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Secretaria de Cultura da Bahia; Unesco
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