Esclerose múltipla: SUS oferece diagnóstico, acompanhamento e tratamento

Agosto Laranja alerta para os sintomas da doença neurológica crônica, que afeta principalmente adultos de 20 a 50 anos e é mais frequente em mulheres.

Foto: Internet.

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de agosto, reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado da doença. A campanha Agosto Laranja busca ampliar o conhecimento sobre os sintomas e destacar a assistência disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune e crônica na qual o sistema imunológico ataca estruturas do sistema nervoso central, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do organismo. Embora não tenha cura, o diagnóstico e o tratamento podem reduzir surtos, retardar a evolução das incapacidades e preservar a qualidade de vida.

No Brasil, a estimativa é de 8,6 casos por 100 mil habitantes, com maior concentração na Região Sul. A doença atinge principalmente pessoas entre 20 e 50 anos e apresenta maior ocorrência entre mulheres.

Diagnóstico e tratamento pelo SUS

A identificação da doença envolve avaliação clínica e neurológica, além de exames como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano (líquor). Não existe um único exame capaz de confirmar a esclerose múltipla, sendo necessário também descartar outras doenças com sintomas semelhantes.

No SUS, o atendimento segue o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e pode envolver neurologistas, psicólogos, fisioterapeutas e profissionais de reabilitação, conforme as necessidades de cada paciente.

O sistema público disponibiliza medicamentos modificadores do curso da doença, prescritos de acordo com o quadro clínico. Entre eles estão acetato de glatirâmer, betainterferonas, cladribina, fingolimode, fumarato de dimetila, natalizumabe e teriflunomida.

Principais sintomas

Os sintomas podem aparecer em episódios chamados surtos e variam de acordo com a região do sistema nervoso afetada. Entre os sinais mais comuns estão alterações ou perda da visão, visão dupla, cansaço intenso, fraqueza muscular, dormência, formigamento, perda de equilíbrio e dificuldades para falar ou coordenar movimentos.

Também podem ocorrer alterações cognitivas, urinárias e intestinais, além de dor. Em alguns pacientes, a incapacidade neurológica pode evoluir gradualmente.

O avanço no diagnóstico e nas opções de tratamento tem contribuído para um melhor controle da doença. Por isso, diante de sintomas persistentes ou recorrentes, a recomendação é buscar atendimento médico para investigação adequada.

A conscientização sobre a esclerose múltipla ajuda a reduzir desinformação e incentiva a busca por diagnóstico e tratamento. No SUS, o acompanhamento multiprofissional permite que cada paciente receba cuidados de acordo com sua condição e necessidades.

Fontes: Ministério da Saúde; Sistema Único de Saúde (SUS); Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Esclerose Múltipla

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