Tosse persistente, falta de ar e alterações no paladar podem parecer sintomas comuns, mas também podem indicar problemas de saúde relacionados ao tabagismo. Neste sábado (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, o alerta é para os riscos do cigarro e para a importância de abandonar o hábito, independentemente da idade ou do tempo de consumo.
O tabaco, em suas diferentes formas, provoca efeitos no organismo desde o primeiro contato. Cigarros convencionais, charutos, cachimbos, narguilés e dispositivos eletrônicos contêm substâncias capazes de causar dependência e aumentar o risco de diversas doenças.
A nicotina provoca alterações no sistema cardiovascular e pode elevar a frequência cardíaca, a pressão arterial e a atividade respiratória. Com o consumo prolongado, os danos se acumulam e podem afetar os pulmões, coração, vasos sanguíneos e outros órgãos.
Entre as principais doenças associadas ao tabagismo estão enfisema pulmonar, bronquite crônica, câncer de pulmão, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão e diabetes. O risco também envolve diferentes tipos de câncer, incluindo os de boca, laringe e esôfago.
Vape também oferece riscos
O cigarro eletrônico ganhou popularidade principalmente entre adolescentes e jovens, impulsionado pelo formato discreto e pela variedade de sabores. No entanto, o dispositivo não é uma alternativa segura ao cigarro convencional.
Além da nicotina, a fumaça ou aerossol desses produtos pode conter substâncias químicas e metais que oferecem riscos ao organismo. O uso frequente também mantém a dependência e pode contribuir para problemas cardiovasculares e respiratórios.
Casos de câncer de pulmão avançam na Bahia
Dados do DataSUS apontam crescimento nas internações por câncer de traqueia, brônquios e pulmões na Bahia entre 2024 e 2025. As mulheres concentraram a maior parcela das hospitalizações nos dois anos analisados.
O aumento do tabagismo entre mulheres também tem ampliado a preocupação com doenças relacionadas ao consumo de produtos derivados do tabaco. A exposição à fumaça de terceiros e a outros tipos de poluentes também pode contribuir para problemas respiratórios.
Parar de fumar traz benefícios
A interrupção do tabagismo pode trazer ganhos à saúde mesmo após anos de dependência. A redução da exposição às substâncias tóxicas ajuda a diminuir riscos e pode melhorar a qualidade de vida.
O tratamento não precisa esperar o surgimento de uma doença grave. Acompanhamento médico, programas de cessação e reabilitação podem ser iniciados diante dos primeiros sinais de comprometimento da saúde.
O cuidado paliativo também pode ser integrado ao tratamento de pacientes com doenças avançadas, com o objetivo de controlar sintomas, preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida. A abordagem pode beneficiar tanto o paciente quanto seus familiares.
Por isso, não existe um momento tardio para abandonar o cigarro. Mesmo quem fumou durante décadas pode buscar tratamento e obter benefícios. O mais importante é procurar ajuda e evitar que a dependência continue provocando novos danos.
O combate ao tabagismo também passa pela prevenção entre crianças e adolescentes, já que o contato com a nicotina pode começar precocemente. Orientação familiar e informação são fundamentais para evitar a iniciação e reduzir a dependência no futuro.
Para quem deseja parar de fumar, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento e acompanhamento para a cessação do tabagismo. Buscar atendimento profissional é um dos caminhos para enfrentar a dependência com mais segurança e aumentar as chances de abandonar o hábito definitivamente.
Fontes: Ministério da Saúde; DataSUS; informações de especialistas em pneumologia e cuidados paliativos
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