Ideb 2025: Paraná lidera e Bahia registra índice de 3,8 no ensino médio

Resultado considera também matrículas do ensino médio articulado à educação profissional técnica; indicador nacional varia de 3,6 a 5,1.

Foto:?IFSP/Olhar Imaginário.

Os resultados do Ideb 2025 das redes estaduais de ensino médio variaram de 3,6 a 5,1 entre as unidades da Federação, considerando também as matrículas vinculadas à educação profissional técnica de nível médio. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep em 5 de agosto.

O Paraná apresentou o maior Ideb, com 5,1, seguido por Goiás, com 5,0. Espírito Santo e Piauí alcançaram 4,9, enquanto Pernambuco registrou 4,8. Na outra ponta, o Distrito Federal ficou com 3,6.

A Bahia registrou Ideb de 3,8, mesmo índice apresentado pelo Maranhão. O resultado baiano integra o recorte que reúne as matrículas do ensino médio regular e aquelas articuladas à educação profissional técnica.

Diferenças no indicador

A inclusão das matrículas articuladas à educação profissional provocou alterações no Ideb de seis estados. São Paulo passou de 4,3 para 4,5; Ceará, de 4,5 para 4,7; Goiás, de 4,9 para 5,0; Paraíba, de 4,1 para 4,2; Pernambuco, de 4,7 para 4,8; e Rio Grande do Norte, de 3,9 para 4,0.

Segundo o Inep, essas variações refletem apenas a ampliação do conjunto de matrículas considerado no cálculo. Portanto, os resultados não permitem afirmar que a oferta de educação profissional, isoladamente, tenha causado as diferenças observadas.

Como o Ideb é calculado

Criado em 2007, o Ideb combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação obtidas no Censo Escolar. O indicador é utilizado para acompanhar a educação básica e orientar políticas públicas.

Na educação profissional técnica articulada ao ensino médio, a formação pode ocorrer de maneira integrada, com matrícula única, ou concomitante, quando o estudante possui matrículas distintas para o ensino médio e o curso técnico.

O recorte divulgado pelo MEC e pelo Inep amplia a representação das redes estaduais, permitindo analisar o Ideb considerando diferentes formas de oferta do ensino médio, sem atribuir à educação profissional, de forma isolada, a responsabilidade pelos resultados.

Fontes: Ministério da Educação (MEC); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Saeb; Censo Escolar / gov.br

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