A inadimplência em condomínios chegou a 12,5% no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da uCondo. O índice considera taxas com mais de 30 dias de atraso e representa o maior percentual registrado pela série acompanhada pela empresa desde 2022.
O indicador vem crescendo nos últimos anos. Em 2025, a inadimplência havia ficado em 11,95% no primeiro semestre e 11,66% no segundo. Em 2024, os índices foram de 9,99% e 9,83%, respectivamente.
Norte lidera inadimplência
A análise por região mostra diferenças importantes. O Norte registrou 19,09%, seguido pelo Nordeste, com 12,71%, e pelo Sudeste, com 12,28%. No Sul, o índice foi de 11,61%, enquanto o Centro-Oeste apresentou 8,52%.
Segundo a uCondo, o critério considera apenas débitos com mais de 30 dias de atraso, deixando de fora inadimplências pontuais.
Taxa condominial também ficou mais cara
O aumento da inadimplência ocorre junto com a elevação do valor médio das taxas. No primeiro semestre de 2026, o valor médio nacional chegou a R$ 538, contra R$ 516 no mesmo período de 2025 e R$ 413 em 2022.
Desde o início da série histórica, a taxa média acumulou alta de 30,3%, aumentando o peso dessa despesa no orçamento dos moradores.
Para Léo Mack, cofundador e diretor de operações da uCondo, o aumento dos custos e o comprometimento da renda das famílias ajudam a explicar a dificuldade de manter pagamentos recorrentes em dia.
O cenário também afeta a administração dos condomínios, já que a arrecadação das taxas é utilizada para custear serviços, manutenção e outras despesas coletivas. Assim, o avanço da inadimplência pode impactar tanto os moradores que estão em atraso quanto aqueles que mantêm os pagamentos regularizados.
Fonte: uCondo
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