O vale-refeição tem sido insuficiente para cobrir as despesas mensais com alimentação dos trabalhadores baianos. Pesquisa da Pluxee revela que, no primeiro semestre de 2026, o benefício foi suficiente, em média, para apenas 10 dias úteis, refletindo o aumento do custo das refeições e a perda do poder de compra.
Segundo o levantamento, o gasto médio por refeição na Bahia chegou a R$ 43,69, elevando o comprometimento do benefício de 87,2%, no primeiro semestre de 2025, para 98,1% em 2026. O cenário tem levado os consumidores a rever hábitos e buscar alternativas para equilibrar o orçamento.
As compras realizadas em plataformas digitais apresentaram tíquete médio de R$ 58,84, acima das refeições presenciais, que registraram média de R$ 42,73. A diferença demonstra mudanças no comportamento dos trabalhadores para aproveitar melhor o benefício.
No cenário nacional, a situação é ainda mais desafiadora. Em média, o vale-refeição cobriu apenas nove dias úteis por mês em 2026, enquanto a necessidade de complemento financeiro ultrapassou 100% do valor recebido, indicando que muitos trabalhadores precisam usar recursos próprios para custear a alimentação.
De acordo com a Pluxee, a inflação dos alimentos consumidos fora de casa avançou mais rapidamente que os reajustes concedidos ao benefício, reduzindo sua capacidade de compra e aumentando o impacto no orçamento das famílias.
O estudo reforça a necessidade de acompanhar a evolução do vale-refeição diante da alta dos preços dos alimentos. Para especialistas, a atualização do benefício é fundamental para preservar o acesso à alimentação adequada e garantir maior segurança financeira aos trabalhadores.
Fonte: Pluxee
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