O Brasil está entre os países com a energia elétrica mais cara em relação à renda da população, superando 77 das 138 nações analisadas em um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP). A elevada carga de impostos, encargos e custos de transmissão é apontada como a principal responsável pelo alto valor da conta de luz.
De acordo com o levantamento, apenas 30,4% da tarifa correspondem ao custo da geração de energia. O restante é composto por distribuição (26,1%), tributos (18,1%), encargos e subsídios (15,2%) e transmissão (10,1%), tornando o peso da conta superior ao observado em países como China e Canadá.
A reforma do setor elétrico em discussão no Congresso Nacional prevê a redução gradual de encargos, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), além da ampliação do Mercado Livre de Energia para consumidores residenciais e pequenos comércios, permitindo a escolha da empresa fornecedora.
Segundo projeções do setor, a combinação entre maior concorrência e redução dos encargos pode resultar em queda de até 32% no valor da conta de luz, beneficiando consumidores em todo o país caso as mudanças sejam aprovadas.
Fontes: Centro de Liderança Pública (CLP) e Congresso Nacional
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