Quem for vítima de um golpe envolvendo Pix pode ter a possibilidade de recuperar o dinheiro, desde que adote medidas imediatas. Especialistas destacam que decisões recentes da Justiça e as novas regras do Mecanismo Especial de Devolução (MED) ampliaram as chances de bloqueio e devolução dos valores, principalmente quando há indícios de falha na segurança da instituição financeira.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem reforçado que os bancos podem ser responsabilizados quando não adotam mecanismos eficazes para prevenir fraudes previsíveis, como nos casos do golpe da falsa central bancária. Além disso, desde fevereiro de 2026, o MED passou a permitir o rastreamento do dinheiro por até cinco contas, bloqueio cautelar por até 72 horas e devolução dos recursos em até 11 dias, quando preenchidos os requisitos.
Especialistas orientam que a vítima comunique imediatamente o banco, solicite a abertura do MED, registre um boletim de ocorrência e preserve todas as provas, como conversas, comprovantes e registros de ligações. A demora em tomar essas providências pode reduzir significativamente as chances de recuperar os valores.
Embora cada situação seja analisada individualmente, agir nas primeiras horas após a fraude é considerado decisivo. A combinação entre novas ferramentas de segurança e o entendimento consolidado da Justiça fortalece a proteção dos consumidores e amplia as possibilidades de ressarcimento em casos de golpes financeiros.
Fonte: Superior Tribunal de Justiça (STJ) e especialistas em direito digital
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