O Brasil registrou aumento de 10,26% nos indícios de fraudes financeiras nos primeiros seis meses de 2026, com mais de 9 milhões de ocorrências suspeitas ou confirmadas. O crescimento está relacionado ao aprimoramento dos sistemas de monitoramento após novas regras do Banco Central que ampliaram o compartilhamento de informações entre instituições financeiras.
O levantamento da Quod, empresa especializada em inteligência de dados, aponta que a alta também reflete a maior capacidade de identificação de golpes antes subnotificados. Os dados foram reunidos pelo Registro Unificado de Fraudes (Rufra), plataforma colaborativa que concentra informações sobre ocorrências e padrões de atuação de criminosos.
Entre os principais registros, 78% das fraudes envolveram celulares, 94% tiveram relação com contas correntes e 85% utilizaram o Pix como meio de movimentação financeira. Cerca de 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de golpes no período, sendo que aproximadamente 799 mil sofreram mais de uma ocorrência.
A engenharia social, estratégia em que criminosos manipulam vítimas para obter dados ou realizar transferências, representou 40% dos casos. Jovens entre 18 e 34 anos foram o grupo mais atingido, correspondendo a quase metade das vítimas identificadas.
Especialistas recomendam atenção redobrada em operações pelo celular, evitando clicar em links suspeitos, compartilhar dados pessoais ou realizar transferências sob pressão. O avanço nos registros, segundo a Quod, demonstra também o fortalecimento das ferramentas de prevenção e combate às fraudes no sistema financeiro.
Fonte: Quod / Banco Central do Brasil
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