O Brasil saiu do ranking dos 20 países com maior número de crianças sem vacinação após reduzir em 86% os casos de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), destacando o avanço brasileiro na imunização infantil.
Segundo o levantamento, o número de crianças chamadas de "zero-dose" caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil, em 2024, chegando a 50 mil em 2025. A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções provocadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
A melhora foi atribuída ao fortalecimento das campanhas de vacinação, à busca ativa de crianças com esquema vacinal incompleto, à ampliação da vacinação nas escolas, ao reforço das salas de vacinação e ao aprimoramento dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Apesar do avanço brasileiro, o cenário mundial ainda preocupa. Em 2025, cerca de 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina DTP, enquanto outros 7,3 milhões não concluíram o esquema vacinal. O relatório da OMS e do Unicef também aponta que o Brasil está entre os países que mais ampliaram a cobertura da primeira dose desde 2019, consolidando um dos maiores avanços globais na vacinação infantil.
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
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