El Niño pode elevar preços de carnes, frutas e leite na Bahia a partir de agosto

Fenômeno climático deve intensificar a estiagem, reduzir a produção agropecuária e pressionar o preço dos alimentos.

Foto: Internet.

Os consumidores baianos podem sentir no bolso os efeitos do El Niño a partir de agosto. A previsão de temperaturas acima da média e redução das chuvas deverá afetar a produção agropecuária, elevando os preços de alimentos como carnes, frutas, leite, hortaliças e grãos nos próximos meses.

Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o fenômeno tende a intensificar a estiagem, principalmente no semiárido, aumentando o risco de incêndios e comprometendo a disponibilidade de água e a produtividade agrícola.

Especialistas explicam que a menor oferta de produtos, somada ao aumento dos custos com irrigação, manejo, transporte e alimentação dos rebanhos, poderá pressionar os preços ao consumidor. Entre os produtos mais sensíveis aos efeitos climáticos estão hortaliças, frutas, leite, carnes e grãos.

A preocupação também atinge a safra 2026/2027, especialmente nas principais regiões produtoras de grãos, onde o atraso e a irregularidade das chuvas podem comprometer o calendário de plantio, reduzir a produtividade e elevar os custos de produção.

Economistas destacam que a intensidade e a duração do El Niño serão determinantes para o comportamento dos preços. Enquanto culturas de ciclo curto podem se recuperar mais rapidamente, perdas sucessivas na agricultura e na pecuária podem manter os alimentos mais caros por vários meses. Entre as medidas recomendadas para reduzir os impactos estão o uso eficiente da água, monitoramento climático, assistência técnica, seguro rural e políticas de apoio ao setor produtivo.

Fontes: Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema); Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI); Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

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