É comum que pessoas idosas sintam mais frio do que os jovens, mesmo em ambientes considerados confortáveis. A explicação está nas mudanças naturais do envelhecimento, que diminuem a capacidade do organismo de manter a temperatura corporal e aumentam a vulnerabilidade às baixas temperaturas.
Segundo especialistas em geriatria, a perda de massa muscular e de gordura corporal, a redução da circulação sanguínea e o metabolismo mais lento fazem com que o corpo perca calor com mais facilidade e demore mais para se aquecer.
Além do desconforto, o frio pode agravar problemas de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta os idosos como um dos grupos mais vulneráveis às complicações do inverno, incluindo infecções respiratórias, doenças cardiovasculares e aumento das internações hospitalares.
Medicamentos, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além da redução da atividade física, também podem intensificar a sensação de frio e dificultar a adaptação do organismo às mudanças de temperatura.
Para reduzir os riscos durante o inverno, especialistas recomendam manter os ambientes aquecidos, vestir roupas em camadas, manter boa hidratação, alimentação equilibrada e realizar atividades físicas leves. O acompanhamento de familiares e cuidadores também é fundamental para garantir mais segurança e qualidade de vida aos idosos nos períodos de frio.
Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); especialista em Geriatria
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