Senado aprova projeto que amplia educação financeira no currículo escolar

Proposta prevê ensino transversal de educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária para alunos do ensino fundamental e médio.

Foto: José Cruz/Agência Brasil.

A educação financeira pode passar a fazer parte de forma definitiva do currículo das escolas brasileiras. O Senado Federal aprovou, na quarta-feira (15), um projeto de lei que incorpora o tema à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), fortalecendo sua presença nos ensinos fundamental e médio.

O texto estabelece que o conteúdo será trabalhado de maneira transversal em disciplinas já existentes, como matemática, história e geografia, sem a criação de uma nova matéria. A medida busca desenvolver nos estudantes conhecimentos sobre planejamento financeiro, consumo consciente e administração de recursos ao longo da vida escolar.

Embora a educação financeira já integre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017, a proposta torna sua aplicação mais consistente ao incluí-la na legislação educacional. As escolas continuarão com autonomia para adaptar o conteúdo aos respectivos projetos pedagógicos e às realidades locais.

Durante a tramitação, o texto recebeu alterações para ampliar o alcance da iniciativa. Além da educação financeira, o projeto passa a incentivar ações de educação fiscal, previdenciária e securitária, permitindo que os estudantes compreendam o papel dos tributos no financiamento de serviços públicos, o funcionamento da Previdência Social e a importância dos seguros.

Como sofreu modificações no Senado, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para análise final antes de seguir para eventual sanção presidencial.

Fonte: Agência Senado / agência Brasil

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