Crianças com Transtorno do Espectro Autista apresentam maior risco de desenvolver cáries, dores bucais e doenças gengivais devido a desafios relacionados à higiene oral, sensibilidade sensorial e hábitos alimentares seletivos. Especialistas defendem acompanhamento odontológico precoce e atendimento humanizado para evitar agravamentos e procedimentos mais complexos no futuro.
A escovação dos dentes pode se tornar uma tarefa difícil para muitas famílias, já que algumas crianças com TEA demonstram resistência ao toque, à textura da escova e ao sabor do creme dental. Em muitos casos, o desconforto gera crises, irritabilidade e dificuldade na criação de uma rotina de higiene bucal.
Além das questões sensoriais, a seletividade alimentar também contribui para o aumento do risco de problemas odontológicos. Dietas com alimentos pastosos e ricos em açúcar favorecem o surgimento de cáries e inflamações gengivais.
Especialistas recomendam abordagens individualizadas e processos graduais de adaptação, respeitando o tempo e os limites da criança. Estratégias como introdução progressiva da escovação, ambientes com estímulos controlados e uso de recursos visuais ajudam a reduzir o estresse durante o atendimento odontológico.
Outro alerta importante envolve sinais indiretos de dor bucal, já que muitas crianças com TEA têm dificuldade para comunicar desconfortos. Irritabilidade, alterações no sono, recusa alimentar, agitação e mudanças repentinas de comportamento podem indicar problemas na saúde oral.
A recomendação é que o acompanhamento com odontopediatra seja iniciado ainda nos primeiros anos de vida, preferencialmente após o diagnóstico do transtorno, com foco em prevenção, adaptação ao consultório e fortalecimento do vínculo com os profissionais de saúde.
Nos casos mais complexos, procedimentos podem exigir sedação ou atendimento hospitalar especializado, principalmente quando há grande resistência ao tratamento convencional.
Especialistas ressaltam que o cuidado precoce e multidisciplinar contribui para melhorar a qualidade de vida, a alimentação, o sono e o bem-estar emocional das crianças com autismo.
Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria | Universidade Estadual de Campinas | Universidade de São Paulo
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