A vacina contra o HPV não acelera o início da vida sexual, não provoca doenças graves nem modifica o DNA humano. Considerada a forma mais eficaz de prevenção contra infecções e cânceres associados ao vírus, o imunizante ainda enfrenta resistência por causa de informações falsas que circulam nas redes sociais e impactam a cobertura vacinal no Brasil.
O HPV é um dos vírus sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo e está associado a diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. Segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação é a principal estratégia para reduzir o risco de infecção.
Apesar da oferta gratuita pelo SUS, a cobertura vacinal brasileira ainda está abaixo da meta de 95%, embora tenha avançado para 82% em 2024. Para especialistas, a principal barreira é a disseminação de mitos, como a falsa ideia de que a vacina estimula a vida sexual precoce ou causa efeitos graves.
De acordo com o pediatra Mário Bochembuzio, do Instituto Butantan, a vacina deve ser aplicada preferencialmente entre 9 e 14 anos, período em que a resposta imunológica é mais eficaz e antes da exposição ao vírus. Ele reforça que o imunizante utiliza tecnologia segura, sem DNA viral, e que os benefícios superam amplamente os riscos.
Estudos internacionais e dados de órgãos como a OMS e a OPAS confirmam que a vacina contra o HPV é segura e altamente eficaz, reduzindo de forma significativa o risco de lesões pré-cancerosas e de câncer. Especialistas alertam que combater a desinformação é essencial para ampliar a vacinação e proteger a saúde pública.
Fontes: Instituto Butantan / Ministério da Saúde / Organização Mundial da Saúde
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