O comércio ilegal de cigarros é visto pela maioria absoluta da população brasileira como uma ameaça direta à segurança pública. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva mostra que 94% dos brasileiros relacionam a venda ilegal de cigarros ao financiamento de organizações criminosas, evidenciando um consenso sobre o papel desse mercado na sustentação de facções.
A percepção também alcança os impactos na violência. Para 83% dos entrevistados, as mesmas rotas usadas no contrabando de cigarros são utilizadas para o tráfico de armas e drogas. Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) indicam que os cigarros ilegais já representam cerca de 32% do mercado nacional, gerando uma evasão fiscal estimada em R$ 7,2 bilhões apenas em 2024.
Segundo o levantamento, 75% da população considera o mercado ilegal de cigarros muito amplo e 74% o classificam como um problema grave. A presença desse comércio no dia a dia também é evidente: 88% afirmam já ter visto ou ouvido falar da venda de cigarros ilegais em suas cidades, superando outros produtos como bebidas alcoólicas e cigarros eletrônicos.
A pesquisa revela ainda que 82% dos brasileiros acreditam que o contrabando de cigarros fortalece o crime organizado e aumenta a insegurança. A maioria avalia que a fiscalização é falha, e 87% defendem ações mais rigorosas do governo para combater o problema, além de campanhas de conscientização e punições mais severas.
O estudo ouviu 1.500 pessoas em todo o país, entre os dias 4 e 13 de novembro de 2025, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Fontes: Instituto Locomotiva / Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) / Congresso em Foco
Comentários