O Conselho Federal de Farmácia (CFF) aprovou por unanimidade o novo Curso de Habilitação em Ozonioterapia, que será oferecido gratuitamente a partir do próximo semestre, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento profissional e a autonomia clínica dos farmacêuticos brasileiros. A iniciativa foi proposta pelo presidente do CFF, Walter Jorge João, e representa um marco na valorização do farmacêutico como agente ativo na inovação terapêutica.
A prática da ozonioterapia pelo farmacêutico foi regulamentada pela Lei nº 14.648, de 4 de agosto de 2023, permitindo que esses profissionais realizem a técnica em consultórios ou clínicas próprios, ampliando significativamente sua atuação clínica. “Oferecer essa capacitação em nível nacional é um marco na valorização do farmacêutico como agente ativo na inovação terapêutica”, declarou Walter Jorge João, presidente do CFF, conforme divulgado pelo próprio Conselho em seu portal oficial.
O curso foi elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre Ozonioterapia do CFF, composto pelas farmacêuticas Wanderly Barbosa, Cássia Corrêa e Regiane Maria. Com formato híbrido, a capacitação terá uma carga horária total de 120 horas, sendo 72 horas teóricas on-line, disponibilizadas na plataforma EduFarma (edufarma.cff.org.br), e 48 horas de práticas presenciais, realizadas nos polos de origem dos participantes.
Durante a formação, os farmacêuticos aprenderão desde o preparo de água e óleo ozonizados, até aplicações tópicas e sistêmicas, passando pelo manejo de equipamentos, gestão de resíduos e interpretação de protocolos clínicos. “Queremos que cada participante saia com confiança para gerar e administrar o ozônio medicinal com segurança, interpretar protocolos clínicos e conduzir a anamnese, consolidando o farmacêutico como protagonista do cuidado”, explicou Wanderly Barbosa.
A apresentação do projeto pedagógico foi acompanhada por casos clínicos que demonstraram a eficácia da ozonioterapia como tratamento coadjuvante em diversas condições de saúde, como feridas crônicas e doenças inflamatórias. Para garantir a certificação, os alunos precisarão ter frequência mínima de 80% e obter nota igual ou superior a 7,0 nas avaliações teóricas e práticas.
Segundo o CFF, o curso tem como objetivo ampliar a autonomia dos profissionais da farmácia e oferecer um novo campo de atuação com impacto direto na saúde da população. A habilitação permitirá ao farmacêutico atuar com segurança, ética e responsabilidade em uma das áreas terapêuticas mais promissoras da atualidade.
Fonte: Conselho Federal de Farmácia (CFF), julho de 2025.
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