Mensalidades de escolas particulares podem ter reajuste de até 18% em 2027

Mudanças no cálculo do descanso remunerado dos professores podem elevar os custos das instituições e provocar aumentos adicionais de 5% a 8%, além dos reajustes já planejados.

Foto: Shutterstock.

As mensalidades das escolas particulares poderão ficar até 18% mais caras em 2027. O alerta é do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino da Bahia (Sinepe), que aponta mudanças trabalhistas, reforma tributária e aumento das despesas operacionais como fatores de pressão sobre os custos das instituições.

Inicialmente, as escolas projetavam reajustes entre 8% e 10%. Entretanto, alterações no cálculo do descanso semanal remunerado (DSR) dos professores podem exigir um aumento adicional de 5% a 8%, conforme estimativa do sindicato.

Mudança no cálculo dos professores

Segundo o Sinepe, a principal preocupação envolve a remuneração dos professores horistas. A mudança no cálculo do descanso semanal remunerado, de um sexto para dois quintos, poderá elevar em aproximadamente 20% o custo bruto da folha desses profissionais.

Caso as regras sejam mantidas, os efeitos poderão atingir os pagamentos a partir de janeiro de 2027. O sindicato orientou as escolas a revisarem seus planejamentos financeiros, mas recomenda cautela antes de anunciar novos reajustes, já que muitas matrículas foram contratadas com base nos custos anteriores.

Setor busca alternativas

O Sinepe acompanha articulações para tentar modificar os efeitos da legislação, incluindo a possibilidade de estabelecer regras específicas para o cálculo do descanso remunerado dos professores.

A entidade também discute o assunto com representantes nacionais do setor e avalia medidas jurídicas para questionar as mudanças.

Além dos encargos trabalhistas, a reforma tributária e outras exigências legais podem aumentar as despesas das instituições. O sindicato alerta que, sem alternativas, parte dos custos poderá ser repassada às famílias, pressionando o orçamento doméstico e a sustentabilidade das escolas particulares.

Fontes: Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino da Bahia (Sinepe); Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen); Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenepe)

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