Nesta quinta-feira (26), o estúdio do Fala Você Notícias virou um verdadeiro palco de emoção, ousadia e transformação. A cultura invadiu o programa como um furacão criativo, carregando consigo duas presenças ilustres que estão reescrevendo a história da arte em Guanambi: Marcos Lima, presidente da Associação Casa da Cultura, e a incansável Iana Rocha, coordenadora da instituição e professora de ballet.
Eles não vieram pra brincar — vieram pra sacudir as estruturas com projetos que prometem revolucionar a cena cultural da cidade.
Logo de cara, Marcos e Iana revelaram os bastidores da emocionante apresentação da quadrilha Junina Beija-flor da Bahia, com a temática indígena no São João do Gurutuba, um verdadeiro espetáculo que levou o público às lágrimas e despertou o orgulho regional. Para compor o cenário da famosa “Pedra do Índio”, foi feita uma pesquisa intensa — com documentários, entrevistas e até investigações sobre o período da pedra lascada vivido por indígenas da região de Guanambi. É história viva sendo transformada em arte.
Mas não para por aí. O presidente fez questão de denunciar a falta de estrutura no concurso de quadrilhas, destacando que o nível das apresentações está cada vez mais alto — mas o espaço físico está cada vez mais apertado. “Não dá mais pra todo mundo assistir! Precisamos urgentemente de arquibancadas”, cobrou Marcos Lima.
Iana Rocha também não poupou sugestões: “Festival de quadrilha não funciona no meio de show. O São João do Gurutuba já é um evento gigante, maravilhoso! Mas misturar as duas coisas não dá. E pontuou o atraso da quadrilha Raízes Sertanejas, que começou às 20h20 ao invés das 19h por causa de problemas com o som.
Ela destacou que mesmo com os perrengues, a equipe se virou nos 30 para não prejudicar ninguém. Montaram e desmontaram cenário em tempo recorde e ainda tiveram que lidar com o desgaste após a divulgação dos resultados. A proposta de Iana? Simples e direta: “Com os R$ 10 mil investidos pela prefeitura para apoiar as quadrilhas, dá pra trazer jurados de fora. Aí ninguém questiona o resultado.”
Mas não pense que as revelações pararam aí. Marcos Lima afirma que “hoje a Casa da Cultura é o maior centro de arte do sudoeste da Bahia.” E os números não mentem. O local oferece aulas de:
- Ballet infantil e adulto
- Teatro para todas as idades
- Ritmos Kids
- Taekwondo
- Dança do ventre
- Dança de salão e muito mais!
E tudo isso com mensalidade social. O aluno associado paga apenas R$ 50 mensais e ainda recebe um cartão de descontos exclusivos em empresas parceiras da cidade. “Antes, tinha mãe oferecendo faxina pra pagar o balé da filha. Hoje, com esse valor simbólico, elas conseguem bancar o sonho”, emocionou-se Marcos.
Iana fez questão de esclarecer um equívoco comum: “A Casa da Cultura não é projeto da prefeitura. Foi criada por mim e por outros apaixonados pela arte. Os recursos vêm de editais e muita luta.”
E vem muito mais por aí! A dupla anunciou: Espetáculos especiais para o mês das crianças; a tradicional apresentação de fim de ano; Abertura de turmas de dança cigana para mulheres 50+; transformação da turma de forró em dança de salão; e até um projeto ousado de fusão entre balé e taekwondo.
Entre os projetos artísticos que já brilham, destacam-se:
- O grupo de teatro Boca de Cena
- O grupo de dança do ventre Flor do Sertão, coordenado pela talentosa professora Liliane Rosa
- Atividades com pessoas com deficiência (PCD) e até uma turma especial para cadeirantes — um verdadeiro show de inclusão e empatia.
A Casa da Cultura está de portas abertas! Rua Valdemir Pereira, nº 252, Bairro São Francisco.
Funcionamento:
- Segunda a sexta: das 9h às 10h e das 14h às 21h
- Sábado: Aulas à tarde, com destaque para dança do ventre.
Quer ver esse bate-papo completo? Clica no vídeo e descubra tudo o que a Casa da Cultura está preparando para transformar Guanambi!
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