Muitos pais acreditam que é apenas uma “mania” do bebê olhar sempre para o mesmo lado. Mas o comportamento pode esconder um problema sério e silencioso: o torcicolo congênito. O tema foi destaque no programa Fala Você Notícias desta quarta (27), apresentado pela jornalista Neide Lu, em entrevista com a fisioterapeuta neurofuncional pediátrica Karla Andreia, da clínica Atitude Postural, em Guanambi.
Segundo a especialista, o torcicolo congênito acontece quando o bebê apresenta uma limitação muscular no pescoço, causada principalmente pela posição dentro do útero ou até por situações durante o parto. O problema pode provocar dores, irritação, dificuldades na amamentação, assimetria facial, achatamento da cabeça e atrasos no desenvolvimento motor.
“Quando o bebê fica sempre com a cabecinha inclinada para um lado e rotacionada para o lado oposto, isso já é um sinal de alerta. Não é apenas preferência”, explicou Karla Andreia durante a entrevista.
Sinais que podem indicar torcicolo congênito
Durante o bate-papo, a fisioterapeuta destacou vários sintomas que os pais precisam observar no dia a dia:
- Bebê olhando sempre para o mesmo lado;
- Dificuldade para mamar em uma das mamas;
- Choro frequente sem motivo aparente;
- Assaduras nas dobrinhas do pescoço;
- Cabeça achatada de um lado;
- Irritação ao tentar virar o pescoço;
- Diferenças nas dobrinhas das pernas e braços;
- Assimetria facial, com um olho mais fechado ou boca torta.
De acordo com Karla, quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de correção rápida e sem complicações.
Uso excessivo de bebê conforto e carrinho pode agravar o problema
Outro alerta importante feito pela especialista foi sobre o uso prolongado de bebê conforto, cadeirinhas e carrinhos.
“Esses acessórios são para transporte e não para a criança permanecer por muito tempo. Eles limitam os movimentos e podem favorecer assimetrias cranianas e o torcicolo”, destacou.
A fisioterapeuta também orientou os pais a alternarem o lado da cabeça do bebê durante o sono e na hora da amamentação, evitando vícios posturais.
Tratamento pode evitar cirurgias futuras
Segundo Karla Andreia, a fisioterapia neurofuncional é essencial para corrigir o problema ainda nos primeiros meses de vida. O tratamento inclui técnicas específicas, alongamentos suaves, estímulos motores e orientações aos pais.
Ela revelou ainda que já atendeu casos de adultos que precisaram passar por cirurgia por não terem tratado o torcicolo ainda na infância.
“O ideal é tratar antes dos seis meses. Quanto mais cedo iniciar, mais rápida é a evolução”, afirmou.
A profissional atende na clínica Atitude Postural, localizada na Rua Maria Quitéria, nº 116, no Centro de Guanambi.
Quer entender como identificar os sinais silenciosos que podem comprometer o desenvolvimento do seu bebê? Assista agora à entrevista completa no canal Youtube Neide Lu Fala Você Notícias e descubra orientações que podem fazer toda a diferença na vida do seu filho!
Comentários