Cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins, é uma condição médica caracterizada pela formação de pequenas pedras ou cristais nos rins. Essas formações sólidas resultam da cristalização de sais minerais e outras substâncias presentes na urina. Quando esses cálculos se deslocam pelos ureteres, podem causar dores intensas, conhecidas como cólica renal. A incidência de cálculos renais tem aumentado globalmente, associada a fatores como dietas ricas em sódio, baixa ingestão de líquidos e predisposição genética. Para falar sobre esta doença e possíveis tratamentos, recebemos no Fala Você Notícias desta quarta-feira (14) o Dr. Marcelo Carvalho. De acordo com o Dr. Marcelo, a litíase refere-se aos famosos cálculos que tanto atormentam com crises de cólica renal. Ele afirmou que em Guanambi há uma alta prevalência de litíase, influenciada pelo clima local da região semiárida. Além disso, a alta exposição solar, que aumenta a absorção de vitamina D, também eleva o risco de formação de cálculos.
Impactos da água de Ceraíma na saúde
A jornalista Neide Lu mencionou que os órgãos competentes estão estudando a questão da água de Ceraíma, que contém partículas de ferro e alumínio. Ela perguntou ao Dr. Marcelo se essas partículas poderiam contribuir para o desenvolvimento de cálculo renal e quais os impactos no aparelho urinário. Ele respondeu que as partículas de ferro não geram tantos problemas, embora possam elevar os níveis de ferritina e causar problemas de saúde. No entanto, o grande problema é a intoxicação por alumínio. Em relação à formação de cálculos, é necessário ter cuidado, especialmente quando a água tem um alto nível de salinidade, pois o sódio é um fator de risco para a formação de cálculos.
Alimentos e fatores de risco para cálculos
O Dr. Marcelo Carvalho alertou que o sódio é o maior vilão na formação de cálculos renais, além de outros elementos como oxalatos e purinas, encontrados principalmente em carnes vermelhas. A elevação dos níveis de oxalatos está associada a hábitos alimentares inadequados. Em algumas situações, pacientes com hipercalcemia, que pode ser causada por distúrbios metabólicos, também estão em risco.
Importância da investigação metabólica
O Dr. Marcelo ressaltou que todo paciente com cálculos deve ser investigado sob o ponto de vista metabólico e hormonal para identificar fatores que possam desencadear a litíase. Isso porque, na maioria dos casos, as causas dos cálculos são multifatoriais, não se restringindo apenas à baixa ingestão de líquidos ou ao aumento da ingestão de sódio. Ele destacou que o tratamento preventivo é essencial para reduzir o risco de recorrência, pois 50% dos pacientes voltam a ter cálculos dentro de 10 anos.
O Papel da vitamina D na formação de cálculos
Carvalho esclareceu que o uso excessivo de vitamina D pode aumentar a chance de formação de cálculos. Ele destacou a importância de manter os níveis de vitamina D dentro da normalidade, sem ultrapassar os limites recomendados, especialmente em mulheres no período da menopausa, que podem precisar de reposição para prevenir a osteoporose.
Diferença entre cálculos renais e biliares
Ao responder a outro ouvinte sobre as causas das pedras na vesícula, o Dr. Marcelo explicou que esses cálculos são um tipo de litíase, mas completamente diferente da litíase urinária. A colecistolitíase pode ter um impacto significativo na saúde devido ao risco maior de processos inflamatórios e doenças graves.
Sintomas e tratamentos para cálculos renais
Em relação aos sintomas do cálculo renal, ele explicou que a dor ocorre quando o cálculo migra para o sistema coletor do trato inferior, desencadeando um processo doloroso importante, muitas vezes associado a infecção e obstrução urinária. Existem várias formas de tratamento, desde o conservador até abordagens cirúrgicas, dependendo do tamanho e localização do cálculo.
Alimentos que aumentam o risco de cálculos
Carvalho destacou que os alimentos ricos em purinas, como carne vermelha, leguminosas, embutidos, trigo e cerveja (com ou sem álcool), são vilões na formação de cálculos. Alimentos que contêm oxalatos, como chocolate e café, também aumentam o risco.
Litíase em crianças e avanços no tratamento
O Dr. Marcelo afirmou que crianças também podem ter litíase, e que a prevalência aumentou para cerca de 10 a 15% da população, embora a doença acometa mais adultos. Ao falar sobre o futuro do tratamento, ele mencionou que as abordagens minimamente invasivas, como o uso do ureteroscópio flexível, têm facilitado a recuperação dos pacientes, destacando avanços tecnológicos que tornam os tratamentos menos invasivos e mais eficazes. Em Guanambi Dr. Marcelo já realizou o tratamento de cálculos através de cirurgia. Atualmente a criança se encontra bem e em perfeito estado de saúde.
Clique no vídeo abaixo e assista à entrevista completa com o Dr. Marcelo Carvalho, que fala sobre cálculos renais, causas, tratamentos e as últimas inovações na medicina para lidar com essa condição. Não perca!
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