Acolhimento verdadeiro: Como a CETEG transforma a vida de dependentes químicos

Segundo Marli, a CETEG atua no combate à dependência química desde 2009. A comunidade trabalha com acompanhamento de homens e mulheres acima de 18 anos que desejam tratamento.

Neide Lu jornalista e Marli Ramos fundadora da CETEG.

No programa Fala Você Notícias desta segunda-feira (08), a jornalista Neide Lu conduziu um bate-papo exclusiva com Marli Ramos, fundadora da Comunidade Terapêutica de Guanambi (CETEG). Durante a conversa, Marli compartilhou detalhes sobre o importante trabalho desenvolvido na comunidade, destacando suas iniciativas e os impactos positivos na vida dos acolhidos.

História e atuação da CETEG

Segundo Marli, a CETEG atua no combate à dependência química desde 2009. Em Guanambi, o projeto chegou em 2015, inicialmente localizado no Café Água na Boca, e depois mudou-se para Morrinhos, onde está há oito anos. A comunidade trabalha com homens e mulheres acima de 18 anos que desejam tratamento.

O tratamento

O tratamento realizado pelo projeto tem duração de 12 meses. Nos primeiros quatro meses, os pacientes ficam internados sem nenhum tipo de contato externo. Após esse período, começam a receber visitas. A equipe é composta por diversos profissionais, incluindo professor de música, alfabetização, psicólogos e outros especialistas.

Origem e filosofia do tratamento

De acordo com Marli, a ideia deste formato de tratamento surgiu dela e do pastor Tâncredo. Sentiram a necessidade de montar o projeto e o desenvolveram conforme a realidade de Guanambi. Marli enfatizou a diferença entre acolher e internar, destacando que na Comunidade Terapêutica eles acolhem de verdade os pacientes. "Porque quem é acolhido fica, e quem é interno não; ele fica um período, se internou, e depois volta", explicou.

Apoio governamental e comunidade

O projeto recebe recursos do governo federal e, por isso, é fiscalizado e totalmente gratuito. As famílias contribuem voluntariamente com produtos de higiene pessoal e doação de cestas básicas. Marli fez um apelo para os ouvintes ajudarem a instituição, pois o que recebem é insuficiente para atender todas as necessidades.

Protocolos de admissão

Para ingressar na CETEG, são necessários alguns protocolos, incluindo exames de sangue realizados no CTA de Guanambi, sem custo, mediante um requerimento fornecido pelo próprio CETEG. Também é necessária uma declaração de um médico psiquiatra ou convencional atestando que o problema da pessoa é a dependência de álcool ou drogas, para garantir a medicação correta.

Desafios e realidades da dependência química

Marli mencionou a existência de uma droga pesada chamada K9 no mercado de Guanambi, que causa descontrole e é normalmente utilizada por seis a sete meses. A CETEG já acolheu pessoas que usaram essa droga. Ela também destacou que a maioria das pessoas que mendigam pela cidade são consequência do uso de drogas.

Acolhimento de mulheres

Além de homens, a CETEG também acolhe mulheres vítimas de drogas e violência. Marli ressaltou a necessidade de alguém levar a pessoa à comunidade, pois eles não realizam buscas.

Neide Lu, jornalista, e Marli Ramos, fundadora da CETEG.

Resultados e impacto

Atualmente, a CETEG tem mais de 40% de homens e mulheres recuperados, com mais de 90% das mulheres que passaram pelo tratamento em boas condições. Para resultados exitosos, é essencial dar suporte às famílias para que não ajam como quando a pessoa estava doente, permitindo um processo de reconstrução.

Causas da dependência e reintegração

Marli citou causas como rupturas familiares, divórcios e casamentos mal resolvidos. A maioria dos dependentes químicos perde seu nome de identidade, adquirindo apelidos relacionados às drogas. No CETEG, há um esforço para resgatar essa identidade com um novo nome e orientar a pessoa a seguir um estilo de vida saudável para se manter longe das drogas.

Descriminalização da maconha

Marli expressou sua oposição à descriminalização da maconha para uso pessoal de 40 gramas, considerando essa quantidade excessiva e prejudicial. Ela declarou ser totalmente contra essa possibilidade, vendo-a como um grande retrocesso.

Novos planos para expansão

Para agregar ainda mais ao projeto da CETEG, Marli mencionou que pretendem instalar uma academia, além de uma sala de dentista e uma sala de cinema.

Clique no vídeo e assista ao bate-papo completo com Marli Ramos, fundadora da Comunidade Terapêutica de Guanambi. Descubra os detalhes emocionantes e inspiradores sobre o trabalho transformador realizado na CETEG e os planos futuros para continuar ajudando a comunidade. Não perca!

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