Na manhã desta segunda-feira, o Fala Você Notícias recebeu Dênis Duarte, expert do Grupo Boticário, para uma conversa inspiradora sobre as origens da marca que hoje é uma das maiores potências da indústria de beleza do Brasil e do mundo. Com entusiasmo e simpatia, Dênis compartilhou com os ouvintes a surpreendente e curiosa trajetória de O Boticário — marcada por resiliência, inovação e afeto.
"É um prazer enorme estar aqui, sou fã da rádio de vocês!", começou ele, em tom descontraído. A conversa girou em torno do tema “Uma batedeira, 70 mil ânforas e um sonho”, metáfora que revela símbolos reais da história da marca.
Raízes familiares e início em Curitiba
A história começa ainda no século XIX. A família do fundador, Miguel Gellert Krigsner, fugia da Inquisição e se estabeleceu na Bolívia. Anos depois, já no Brasil, Miguel cresceu em Curitiba, onde formou-se em farmácia e bioquímica. Em meio a dificuldades financeiras, decidiu abrir uma farmácia de manipulação com o apoio de professores e colegas.
“O Boticário, inicialmente, era uma farmácia. Eles manipulavam fórmulas a partir das receitas médicas. Mas logo veio a vontade de inovar”, contou Dênis.
O surgimento da cosmética artesanal
Em meio a dificuldades econômicas, uma batedeira doméstica se tornou protagonista de um novo capítulo. Com ela, Miguel produziu seus primeiros cremes — um deles à base de algas marinhas e vitamina A, voltado para cuidados com a pele. A fórmula ganhou popularidade entre os clientes da farmácia.
Mais tarde, Miguel uniu forças com Maria Oliveira, uma perfumista que havia criado uma fragrância fresca durante sua gestação. Juntos, começaram a desenvolver aquele que se tornaria o primeiro perfume da marca.
As 70 mil ânforas e o nascimento da fragrância símbolo
Um dos marcos mais emblemáticos da trajetória veio com a ajuda de Silvio Santos, que negociou a venda de 70 mil frascos semelhantes a pequenas ânforas. Sem recursos para pagar à vista, Miguel parcelou o valor e usou os frascos para lançar sua primeira fragrância: Acqua Fresca, lançada oficialmente em 1979.
Foram nove anos de pesquisa e desenvolvimento até alcançar a fórmula ideal, que permanece até hoje no portfólio da marca.
De farmácia a ecossistema de beleza
Em 22 de maio de 1977, a farmácia ganhou o nome de "O Boticário – Loja de Produtos Naturais", resgatando o termo medieval usado para designar farmacêuticos. A partir daí, a empresa começou a crescer, ampliando sua atuação e contratando novas pessoas. Entre elas, Cecília, que viria a se casar com Miguel e inspirar a criação de fragrâncias como Cecita, Anny e Tati, batizadas em homenagem à esposa e filhas.
“Cecília foi uma peça-chave na expansão da marca. Criou o carrinho de amostras, ajudou a desenvolver o modelo de atendimento e foi essencial na internacionalização da empresa”, destacou Dênis.
Presença global e compromisso com o futuro
Hoje, o Grupo Boticário está presente em mais de 15 países e reúne diversas marcas em seu ecossistema, como Truss, Australian Gold, Eudora, entre outras. Em Guanambi, a trajetória também é marcada por pioneirismo. A empresária Aparecida Boa Sorte, por exemplo, foi uma das primeiras mulheres a empreender na cidade, abrindo a primeira loja do Boticário em 1986.
“O nosso objetivo hoje é transformar vidas por meio da beleza. Valorizamos a beleza real e a sustentabilidade”, disse Dênis. O grupo tem como pilares a diversidade, a responsabilidade ambiental e a inovação — com destaque para o Boti Recicla, maior programa de logística reversa de cosméticos do Brasil.
Histórias que inspiram
Dênis encerrou a entrevista compartilhando relatos emocionantes de revendedoras que tiveram suas vidas transformadas pela marca — inclusive ele próprio. “O Boticário me transformou. Mais do que trabalhar com beleza, me conectei com a missão da marca de promover autoestima, cuidado e empatia.”
A entrevista completa pode ser conferida no canal oficial no YouTube: neidelufalavocenotícias. E quem quiser conhecer ou revender os produtos da marca pode seguir o Instagram @oboticarioguanambi ou acessar o canal oficial através da bio.
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