Um estudo multicêntrico realizado com 2.578 pacientes de diferentes regiões do Brasil aponta que quase 60% não seguem adequadamente o tratamento indicado para hipertensão. O dado chama atenção para um dos principais obstáculos no controle da doença, que frequentemente não apresenta sintomas.
A sensação de melhora pode levar o paciente a interromper os medicamentos por conta própria. No entanto, a pressão arterial controlada não significa que a hipertensão foi curada. Em muitos casos, a normalização dos níveis ocorre justamente porque o tratamento está funcionando.
A pressão alta persistente pode provocar danos progressivos aos vasos sanguíneos e comprometer órgãos como coração, rins e cérebro. Por isso, não é recomendado esperar o surgimento de sintomas para verificar a pressão arterial.
Entre as possíveis complicações estão infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica, além de alterações na visão e outros problemas cardiovasculares.
A hipertensão também pode atingir pessoas jovens. Excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada, apneia do sono, doenças renais e histórico familiar estão entre os fatores que podem aumentar o risco.
Além do uso correto dos medicamentos prescritos, mudanças no estilo de vida podem contribuir para o controle da hipertensão. Entre as principais recomendações estão manter um peso saudável, praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de sal e ultraprocessados, aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, não fumar, moderar o consumo de álcool e cuidar da qualidade do sono.
O histórico familiar também influencia a predisposição à doença, mas não determina sozinho seu desenvolvimento. A adoção de hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir ou retardar os riscos associados à pressão alta.
Manter a pressão controlada é uma medida importante para reduzir a possibilidade de complicações cardiovasculares e preservar a saúde ao longo da vida. O acompanhamento médico regular e o uso dos medicamentos conforme orientação profissional são fundamentais para o tratamento.
Fonte: Estudo multicêntrico / informações de especialista em cardiologia
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