A economia da Bahia perdeu ritmo nas últimas décadas e apresentou crescimento inferior ao registrado pelo Brasil entre 2007 e 2023. Segundo dados do IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) baiano acumulou alta de 24,7% no período, contra 35,8% no país.
O desempenho contrasta com o intervalo de 2003 a 2006, quando a economia estadual cresceu 20,1%, acima do Nordeste (17,7%) e do Brasil (14,8%). Nos anos seguintes, porém, o avanço foi mais lento e o estado perdeu participação na economia nordestina.
Entre 2015 e 2018, a Bahia acumulou retração de 7,3%, enquanto o Brasil recuou 3,8% e o Nordeste, 4,5%. Durante a pandemia, em 2020, o PIB estadual caiu 4,4%, novamente acima das retrações nacional e regional.
Impactos na renda e no emprego
O crescimento econômico abaixo da média pode limitar a geração de empregos formais, o aumento da renda, a atração de investimentos e a criação de novas oportunidades, especialmente para a população jovem e para os municípios do interior.
A participação da Bahia no PIB nordestino também diminuiu. O estado representava cerca de 30,6% da economia regional entre 2003 e 2006 e passou para aproximadamente 28,5% no período posterior.
Desafio para novos investimentos
A perda de dinamismo ocorre em meio à redução de grandes ciclos industriais que historicamente impulsionaram a economia baiana. O encerramento da produção da Ford, em Camaçari, afetou a cadeia automotiva, enquanto novos investimentos começam a ocupar esse espaço.
Apesar de continuar como a maior economia do Nordeste, os números mostram que a Bahia precisa ampliar a diversificação produtiva, atrair investimentos de maior impacto e transformar sua capacidade econômica em mais emprego, renda e oportunidades para a população.
Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); dados de registros econômicos estaduais
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