Hepatites virais: veja como prevenir e quais cuidados o SUS oferece

Vacinação, testes rápidos e tratamentos gratuitos estão disponíveis no SUS, mas as formas de prevenção variam conforme o tipo de hepatite.

Foto: Internet.

As hepatites virais exigem cuidados diferentes de acordo com o tipo de infecção, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. No Sistema Único de Saúde (SUS), a população tem acesso gratuito à vacinação, testagem, acompanhamento e tratamento, conforme a indicação para cada caso.

Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026 apontam diferenças no perfil dos pacientes. Em 2025, as maiores taxas de hepatite A foram observadas entre adultos de 25 a 34 anos. Já as hepatites B e C apresentaram maiores índices de detecção em faixas etárias mais avançadas, especialmente entre homens.

Hepatites podem não apresentar sintomas

As infecções podem permanecer silenciosas durante anos, principalmente nos casos de hepatite B e C. Quando não identificadas e tratadas, podem evoluir para formas crônicas e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado.

Entre os possíveis sintomas estão cansaço, febre, náuseas, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No entanto, a ausência de sinais não significa que a pessoa não esteja infectada.

Os testes rápidos para hepatites B e C são oferecidos gratuitamente pelo SUS, permitindo identificar a infecção e iniciar o acompanhamento adequado.

Como prevenir cada tipo

A hepatite A é principalmente transmitida pela via fecal-oral. Lavar as mãos, higienizar alimentos, consumir água tratada e adotar cuidados em práticas sexuais com contato oroanal estão entre as medidas preventivas. A vacinação também está disponível pelo SUS para públicos indicados.

Para a hepatite B, a vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente para pessoas não vacinadas. O uso de preservativo e o não compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue, como lâminas, alicates, seringas, agulhas e escovas de dente, também são recomendados.

A hepatite C ainda não possui vacina. A prevenção depende principalmente de medidas para evitar contato com sangue contaminado e do uso de preservativo. A doença tem cura, e o SUS oferece antivirais de ação direta, com eficácia superior a 95%.

Já a hepatite D ocorre somente em pessoas infectadas pelo vírus B. Por isso, manter a vacinação contra a hepatite B em dia também é uma forma de prevenção contra esse tipo.

SUS oferece diagnóstico e tratamento

Gestantes devem realizar a testagem para hepatite B durante o pré-natal, permitindo a adoção de medidas para reduzir o risco de transmissão para o bebê.

A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal, realizar testes quando indicados e receber acompanhamento. Identificar a infecção precocemente aumenta as chances de tratamento adequado e ajuda a evitar a evolução para formas mais graves da doença.

Fonte: Ministério da Saúde – Governo Federal / gov.br

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