Anvisa aprova novo medicamento oral para prevenção da enxaqueca

Aquipta, à base de atogepanto, foi autorizado para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês; medicamento terá duas apresentações.

Foto: Divulgação.

Um novo medicamento destinado à prevenção da enxaqueca em adultos foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (8). O atogepanto, comercializado com o nome de Aquipta, é indicado para pacientes que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.

A autorização prevê duas apresentações do medicamento, com doses de 10 mg e 60 mg, ambas comercializadas em caixas com 28 comprimidos. Segundo a Anvisa, a aprovação amplia as alternativas disponíveis para a prevenção da doença.

A agência destacou que, apesar de existirem diferentes tratamentos preventivos, algumas opções disponíveis não atuam diretamente nos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da enxaqueca. Nesse contexto, o Aquipta passa a representar uma nova alternativa de tratamento oral para casos de enxaqueca episódica e crônica.

O atogepanto pertence à classe dos antagonistas do receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP). Essa substância está envolvida em mecanismos relacionados às crises de enxaqueca.

Ao bloquear a ação do CGRP em seu receptor, o medicamento pode interferir nas vias associadas às crises e contribuir para a prevenção dos episódios.

De acordo com a farmacêutica AbbVie, responsável pelo desenvolvimento do medicamento, a nova terapia poderá ser uma alternativa para pacientes que não apresentam resposta satisfatória aos tratamentos atualmente disponíveis.

Apesar da aprovação pela Anvisa, o Aquipta ainda não possui preço estabelecido no mercado brasileiro. O valor deverá ser definido posteriormente pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Com a autorização sanitária, o novo medicamento passa a integrar as opções terapêuticas disponíveis para a prevenção da enxaqueca em adultos, ampliando as alternativas para o acompanhamento da doença.

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), AbbVie e Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)

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