Proteína em excesso faz bem? Veja quanto o corpo realmente precisa

Aumento de produtos “proteicos” nas prateleiras reforça a importância de avaliar a quantidade consumida e a qualidade da alimentação como um todo.

Foto: Freepik.

A proteína ganhou espaço na rotina alimentar e também nas embalagens de diversos produtos. Iogurtes, barras, bebidas, biscoitos e chocolates passaram a destacar a palavra “protein”, mas isso não significa que o consumo elevado seja necessário para todas as pessoas.

As necessidades de proteína variam conforme idade, peso, nível de atividade física, objetivos e condições de saúde. Por isso, aumentar o consumo sem orientação pode ser desnecessário e fazer com que outros nutrientes importantes sejam deixados de lado.

Para pessoas fisicamente ativas, especialmente quem pratica musculação com objetivo de ganhar ou preservar massa muscular, recomendações esportivas costumam indicar cerca de 1,4 a 2,0 gramas de proteína por quilo de peso corporal por dia, com ajustes conforme cada caso.

Já pessoas sedentárias, idosos, atletas ou indivíduos em processo de emagrecimento podem apresentar necessidades diferentes. Copiar dietas de influenciadores ou aumentar indiscriminadamente o consumo de suplementos, portanto, não é uma estratégia adequada.

O whey protein pode ser útil para quem tem dificuldade de alcançar a quantidade necessária de proteína ou busca praticidade. Entretanto, o suplemento não é indispensável e não deve substituir uma alimentação variada.

Carnes, ovos, leite e derivados, feijão e outras leguminosas são fontes alimentares que podem contribuir para o consumo adequado do nutriente.

Além da proteína, refeições equilibradas precisam fornecer carboidratos, fibras, vitaminas, minerais e outros nutrientes. Para quem pratica exercícios, por exemplo, o consumo adequado de carboidratos também contribui para energia, recuperação e desempenho.

O ganho e a manutenção de massa muscular dependem de diversos fatores, incluindo treinamento adequado, alimentação equilibrada, hidratação, sono e regularidade.

Na prática, o acompanhamento nutricional permite distribuir melhor a proteína ao longo do dia e ajustar os demais nutrientes de acordo com a rotina e os objetivos de cada pessoa.

O crescimento do mercado de alimentos e suplementos proteicos também exige atenção ao marketing. Um produto com a palavra “protein” no rótulo não é automaticamente mais saudável ou necessário.

Por isso, antes de aumentar o consumo de proteína, o ideal é avaliar as necessidades individuais e a alimentação completa. Mais importante do que seguir uma tendência é consumir a quantidade adequada e manter uma dieta equilibrada e sustentável.

Fontes: Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) e recomendações internacionais de nutrição esportiva

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